segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Abismo particular.


Meu coração explode de raiva, de tristeza, de agonia e de medo. O pouco que resta para esperança se ofusca com o tempo, ou com os acontecimentos, ou com a mera rotina.

Meu corpo pede calma, pede apelo, chora de raiva, chama a dor.

Os meus sonhos me jogam numa realidade que machuca. Me pergunto até quando tenho que viver nesse pesadelo e acordar para a vida? Será mesmo que é necessário sofrer tanto? Lutar tanto? Muitas vezes eu me observo na batalha e me vejo sempre fraca, sempre necessitada de alguma aparência, de algo fútil, de algo comum... Porque o incomum não me detém. Ele me deixa escapar, não consegue me segurar (como se nós quiséssemos segurar água). Estou no mundo típico que me deixa incapaz e perdida! Isso eu implorei, rezei, para não me sentir tão sem foco... e talvez nem o incomum me traga alguma coisa!

Eu quis sonhos como de contos de fadas, onde tudo pode ser possível e o final é feliz. Mas é natural demais já pensar no final? Ou apenas pensar nele?
Os meus sonhos me enganam, me iludem demais! E isso me dói... Não sei viver a realidade comum nem a incomum, só sei viver nesse meu mundo perdido! Desgastada dessas minhas crises existenciais

As lágrimas são minhas amigas. Minha forma de expressar algo útil, ou muitas vezes inútil! Já não dão mais credito a elas, tendo em vista que estão sempre presentes, estão sempre a atrapalhar qualquer momento. Querem ficar registradas, como objeto de vida própria.

O meu corpo e meu coração se separam da minha mente, assim como as minhas lágrimas. Meu coração tem uma outra vida e desejo, meu corpo tem a preguiça e o cansaço como companheiros, meus olhos tem o egoísmo como o verdadeiro tutor.
Já a minha mente segue a busca sempre de algo em comum/incomum, ao qual posso preencher. Pois ela está a trabalhar com a solidão há muito e muito tempo. E digo que até a solidão anda se cansando da monotonia da minha mente, da minha indecisão de sentimentos e escolhas.

As vezes sinto invasões na minha mente. Como sendo má, sendo arrogante, sendo grossa, sendo impaciente, sendo incapaz, sendo insegura, sendo sem amor, sendo assim do jeito que estou hoje...

Grito por caminhos, sigo alguns mas cadê? Cadê o sentido? Minha cabeça não entende, não quer entender! Só quer se questionar!

Toda essa insegurança, esse medo de perder, essa impaciência, esse baixo astral, estimula a quem? Só me mata por dentro e mata aos que estão ao meu redor. E nem a solidão é capaz de aturar essa mente vazia! Cheia de merda!!! Cheia de BOSTA!!!!!

Nas minhas crises, me olho no espelho e vejo uma pessoa ridícula e vazia. A maioria das vezes incapaz de enxergar algo bom, de preservar algo útil, um amor, um peso, um emprego, uma família, um amigo!!

Muitas vezes me sinto em pânico dentro desse quarto, na frente desse computador, na frente do espelho, no emprego, sozinha... E minha mente fica perdida até algo novamente colocar-la no lugar, no seu comum ou incomum lugar. (Porque pra mim, em minha situação de crises comigo mesma, o que afinal é comum e incomum?)

Sinto variáveis de felicidade!

Então o problema está aonde?? Na falta de fé? Na falta de escutar mais os outros? Na falta de que ??? Por que sinto essas crises? A minha mente está assim agora, pensativa e a procura da razão!

Crises de decisão, de sentimentos... a nomeio de abismo particular. Ao qual caio, me machuco e eu mesma me resgato.

Pelo menos elas servem para alguma coisa... escrever!

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