sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Me afogando em pensamentos.

Sempre tive uma dificuldade imensa para falar sobre mim mesma. Acho que a maioria das pessoas tem isso. Esse peso de se comprometer a alguma qualidade/defeito e essa limitação que fazemos com palavras jogadas. Pode se passar anos e mais anos e você continua com essa dificuldade.
Talvez seja nóia minha (tenho muitas), mas gostaria de me expressar abertamente sobre tudo o que sou. Que as pessoas conseguissem ver de verdade quem eu sou por dentro e por fora.

Aquela frase de que 'todo mundo guarda um segredo'... pois é. Guardo segredos que talvez alguma vez contei para as pessoas que vivem ao meu lado, mas de fato ainda guardo uma coisa. Na verdade o que guardo?!

Talvez eu expresse entre linhas, não de forma clara ou objetiva. Na verdade é tudo tão confuso!
Essa solidão guardada no peito me deixa complexada muitas vezes.

Mas bem... É tão ruim não saber quem é você de fato. O que quer, o que fazer, o que esperar de si próprio. Eu tento me encontrar nessa loucura e acabo me perdendo mais! Tento arranjar respostas para as coisas que me causam dor, mas nunca são boas para amenizar.
Procurar um caminho diferente a cada momento me intriga e deprime, pois queria ser mais objetiva, prática e realista (mas sem perder o lado sonhador). Ter foco e não desistir facilmente!

Nem tudo é do jeito que queremos. E tudo isso sempre me dá um nó na garganta. Pois pensar demais é o meu problema; tentar entender demais, argumentar.

As vezes sinto uma dor no coração e sem motivos. Talvez uma infelicidade comigo mesma e meus erros. Como isso pode causar consequências e arrependimentos. Mas acho que esse sentimento de impotência passa... pelo menos acho!

Confusa sempre estou, quero abraçar o mundo e não tenho forças nos braços com tanto peso, mas minha ganancia me engole. Gostaria de perder isso também... tentar dar mais valor ao simples, as coisas simples... dar valor ao que eu já tenho. Não que eu deva ser acomodada e sim satisfeita.
Eu vivia dizendo que estava bom, mas de fato não tá. O que eu queria mesmo era tudo e mais um pouco. Talvez o valor da perda ainda não tenha me ensinado nada, mas ainda tenho esperanças em mim, é o que me resta.

Quem precisa acreditar em mim no final? Apenas eu. E tudo isso muitas vezes me afunda mais ainda na dor. Sei lá. É tão ruim ser sozinho, viver sozinho... mas ao mesmo tempo conseguir, vencer sozinho, perceber que tem capacidade é muito bom.

Sei lá... sou uma contradição. E não gosto de ser assim... na verdade, de vez em quando eu até acho beleza nisso. ENFIM.

Dar valor a vida, ser feliz!

Pensamentos avulsos, sem nexo. Pois é... preciso arranjar logo algo para fazer.

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