domingo, 11 de novembro de 2012

Arma de destruição em massa

Agora tudo está em conflito. Todas as ideias, sonhos, conquistas, perdas, valores e princípios. Diante disso, me prendo em qualquer afeto que me é dado e esqueço o outro ser. Por puro egoísmo e fraqueza.

Me agarro pois nenhum sentimento agora é concreto, apenas aquele momento. Os sentimentos florescem dentro de mim e se esvaziam tão rápido como chegam. O pequeno afeto que vira um borbulhão. Um onda de prazer e esperança. Que em breve vira desprezo e ilusão.
Todos os sentimentos, raiva, carinho, desejo, desprezo. Tudo que bate com intensidade e se vai como se nunca tivesse existido.

.A vida me trouxe situações e eu os transformei em problemas. Por escolha. Por medo de não tentar ou não fazer, ou até mesmo por não aceitar o "não superei'.

Questões todas. E a humilhação me arrasta de novo. Me quebra e corrompe.
No sofrimento a vontade de não desistir, mas com as mãos na lâmina. Tudo é confuso e ganancioso. Complexidade e ambiguidade.

No meu ego quebrado e frágil, me destruí. Estou levando pessoas comigo. Por egoísmo e medo de sofrer sozinha.

Tudo se vai! Mais cedo mais tarde, de uma forma ou de outra.
O sentimento de eternidade é tão intenso que você se infiltra dentro deste sentimento "eterno" para sempre.
Este sentimento é apenas um devaneio. Apenas um momento da sua vida que você começa a acreditar na eternidade. E se sentir assim é devastador. Por isso me prendo tanto, me recuso a aceitar tanto.

O tempo decorre com grande velocidade.
A necessidade ainda está aqui. Os medos, as culpas, os fracassos e o ego. Maldito.
A vontade é de ultrapassar fases e mais fases e chegar, por fim, na plenitude. No end game. No feliz para sempre. Mas é "obrigatório" entender, aceitar e aprender.

Tantas merdas ainda há para se fazer e aprender. Quando se acha que sabe tudo, nada se sabe.
Quando um destroço se desfaz em cima de você, o que você quer é partir, mas a esperança surge de uma nova forma. Surgiu para mim. Tantas e tantas vezes que sou grata, até para quem não é.

Surgiu de novo agora. De um dia, de algumas horas atrás.

Você é o que você escolhe. E por um momento, ou vários, venho escolhendo ser uma arma letal.
Arma que pisa em tudo por simples desespero. Sem justificativa. Sem caminhos.

Talvez então essa seja a minha lição: Valor. Valores.
Princípio. Princípios.
São tantos caminhos e escolhas. E a vontade de experimentar tudo e todos.

O que é considerado fraqueza, me domina. Me abre mais e mais caminhos.
Quero me dividir. Ser várias.
Fraqueza? Isso é conhecimento. Autoconhecimento.

Dizimei alguns sentimentos. Meus e os seus. Me encontrei e me perdi ao mesmo tempo. Senti que poderia me perder e me afastar do que gosto, mas redefini o que amo. O que preciso.

A ruína nunca foi tão doce.

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