segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Alma em suplício


Não há nada pior que o vazio. Não há nada pior do que se enxergar e ver nada. Ver alguém incompleto, cheio de buracos e com um completo sentimento de vazio. Não há nada pior para alguém como eu que sempre senti mais do que deveria. Que sempre esperei mais do que devia. Não há nada pior do que não ter nada e fingir um semblante. Engolir os suspiros de tristeza e não ter mais brilho no olhar. Não há nada pior!
Hoje o que eu vejo é um traço reto. Uma linha que tem uma marca para acabar. Um caminho destroçado por mágoas. Ter demais é ter um dia nada. E o demais veio, assim como o nada. Nada mais me comove ou me deixa consistente. O que me constrói é a certeza que tudo pode ser nada e que a vida é assim. E sempre será.
Se as viagens, os amores, os objetivos me completassem o tempo suficiente para não ter mais crises. Não ter o desespero do aperto. Não ter a angústia do medo. E as vezes nem o medo me faz mais presente. Apenas que isso não vire rotina, como virou aquele dia. O dia que pensei que o mundo poderia acabar e mais nada me continha aqui. A vida da dessas as vezes.
Voltar as velhas crises de puro pânico por não sentir mais nada. Nem um momento de riso e memórias completa. E o vazio nem eu mesma sei explicar. Apenas sei que ele existe e está tomando a conta dentro de mim. Supera minhas expectativas, meus sonhos, meus ideais. Entra num campo de paranoias e lágrimas sem fim. Porque eu não quero mais apenas viver assim... em busca...
A busca por nada. A busca por algo que dentro de mim se foi. Eu tento buscar a estabilidade com as minhas escolhas e meus defeitos. Tento estar ciente que todos têm essas guerras interiores. Que tudo isso acontece mesmo. Só que buscar o auto conhecimento e ver que por dentro, bem no fundo do meu ser, eu sou apenas um ser quebrado. Cada dor ainda não foi curada. As coisas erradas fizeram questão de arrancar a cicatriz. Mas não é como um passado que me assombra e sim o presente que me diz que eu estou falida. Falida de sentimentos, de desejos, de fome, de carinho. Cansada da luta e da busca. Ver que dentro de mim existe alguém complexo demais para ser entendido. Fechado demais para abrir os mais obscuros cantos.
As alternativas vem sendo cada vez mais extremas. Pois a capacidade de encontrar algo melhor, também não se presencia. Saber que por fim, a vida jamais foi mais sincera e generosa comigo. E mesmo assim, me deparo com o nada. Nada que me fantasia está no seu devido lugar. E o que eu quero? Dormir. Dormir até viver num mundo de sonhos e cheio de sentimentos. O real não me condiz mais... o meu interno se fecha para tudo e todos. A paranoia é amiga, é fiel. E o vazio o assombro da minha alma.

Waiting - City and Colour

sábado, 18 de outubro de 2014

Além do espelho: sobre extremos e limites

Todo extremo é perigoso. Todo extremo é um precipício ao limite do ser. Sempre tive fascínio pelos extremos. Sempre gostei demais, sempre quis demais, sempre odiei demais, sempre fui demais. Sempre teve que ter algo "demais" na minha vida. Seja lá o que fosse. Um programa de televisão, uma banda, uma comida, alguém, alguma situação, algum momento. Fases, mas que acredito que chegaram ao limite e por isso passou. Não digo que não aproveitei... Aproveitei e muito! Existiu muitas coisas boas. Mas dadas asas a tamanho poder do "sem limites", do sem hora para voltar, ou do amanhã talvez o mundo acabe... o que acaba, de fato, é um pedacinho de mim.
A metáfora é simples. A todos os goles de café possível, na atual presença das noites mal dormidas. Porém, nunca apreciei café. Tenho gastrite. Mudança de gostos? Talvez. Ou uma mera ilustração do real fato que quero escrever.
Me vejo presa aos limites, rendida ao "sem pudores" e tentada ao errado. Ao que nunca quis para minha vida. Tentada a loucura. E desculpe ao socialmente considerado "são", rs, eu tenho caminhos antigos que já me levaram a quase loucura do desespero. Hoje ouvi uma música de João Nogueira, "Além do espelho" que vou compartilhar uma parte com vocês:

"Quando eu olho o meu olho além do espelho
Tem alguém que me olha e não sou eu
Vive dentro do meu olho vermelho
É o olhar de meu pai que já morreu
O meu olho parece um aparelho
De quem sempre me olhou e protegeu
Assim como meu olho dá conselho
Quando eu olho no olhar de um filho meu"

Todos esses meus extremos passaram... (Por Deus, obrigada!) E meu extremo da vez - o meu vício moderno - me fez pensar na minha família. No quanto deveria ser grata e consciente. Me fez pensar nas coisas que eles me ensinaram, no que me fizeram acreditar e na base que formamos sendo uma família. Ver que estou indo em direção contrária a toda a minha essência, me fez pensar nessa música com dor. Não quero falir. Não quero falhar. Com eles? Jamais. E apesar de toda a resistência, sim gente... os conselhos deles estavam certos. Sobre mim, sobre meus amigos, sobre minha vida. É meio vergonhoso e digo até precipitado em alguns aspectos e atrasado em outros. Antes tarde do que nunca? Sim! Tudo acontece no seu devido tempo.
O que aprendi no extremo do vício da loucura foi que meu desejo e anseio pela total veemência, me trouxe situações bizarras. Pois, atrai para mim o que desejei. Acontece que não vivo aqui sozinha, e talvez o seu extremo faça mal para mim. E vem, né?! Sempre vem. O mundão parece ser tão vasto, mas ele sempre volta. Aprender a valorizar isso, reconhecer o erro, aceitar o "não" é também uma conquista. Quero sair disso, não quero ser mais disposta a coisas erradas. Coisas que meus pais não me ensinaram. Não quero quebrar eu mesma o meu espelho. Não quero ver nele algo que não sou. Quero recuperar a força que tive para sair de todas as situações que EU MESMA entrei sozinha.
Cheguei ao limite pois, sei o que me agrada. Sei que pareço uma menina de 15 anos a procura de problemas. Inconsequente como uma garota que nada viveu de fato. Talvez me iluda sobre minhas atitudes de "adulta". Mas como diz minha terapeuta, sou uma jovem adulta a busca do meu caminho. Então, que torcemos que essa extremidade e intensidade seja também só mais uma fase.
Já falei sobre sonhos com vocês... e meu sonho sempre mirou em direção oposta ao que estou passando. Não quero seguir a onda, não quero ser parte desse ciclo de "se eles fazem, vou fazer também". Não quero fazer para me sentir descolada, moderna, parte da galera. Não quero poder não ficar sozinha. Quero reconhecer as pessoas boas com o olhar, coisas que sempre fiz. Quero atentar-me as pequenas coisas boas que nos cercam. E ficar atenta as ruins!
Tantos sinais que disfarço não ver. Pois, sim, sou viciada as mágoas e discórdias da vida. Me apego ao desespero por achar a felicidade demais para mim. Me apego a queda por achar que não consigo levantar. Mas, quando pequena, quando sonhava em ser grande... nunca quis isso para mim. Sempre quis mais. Conhecer os detalhes, por exemplo, de uma cidade que nunca conheci. De uma história, de um livro, de um filme... de uma pessoa.
Não quero extremos, pois extremos são dolorosos. Acabam com sua mente. Te dominam, te corroem. E nada em grandes quantidades fazem bem. O extremo me feriu, mais uma vez. A dor da fragilidade. O suspeito chegou por onde menos esperava, como sempre. Feriu minha integridade. Mas sim, meu Deus... vai passar. O extremo dividiu minhas condutas. Me fez acreditar que tudo isso é normal. Não! Não pelo que aprendi. Não pelo que sei. Pode ser certo para alguém, mas para mim, ser certo é outra coisa.
O doce dilúvio de sentimentos. Intensidade a cada respiração. Tudo isso parece lindo e fascinante no início. Tanto que você segue a busca de mais. Procura quem te faz mal. Insiste em você mesma se ferir. Mas se for muito fundo, você pode se afogar. Eu me afoguei, porém não tão fundo.Ainda consigo nadar, mas preciso ir agora. Apenas porque sou assim... sentimental demais para ter isso. Predisposta a querer sempre mais. 
Mas eu cansei! Preciso pensar em mim, na minha base, nos meus ensinamentos e nas minhas atitudes. Pensar na minha família que são os únicos que estão sempre comigo, não importa o que aconteça. Sinto demais, mas agora quero dormir tranquila, com minha total aceitação ao sistema. Aceita que dói menos. Não virarei revolucionária jovem para mudar o mundo. Agora quero mudar somente a mim, apenas pensando nos meus ideais.No que não me fere. Procurando meus sonhos, despertando mais. A vida as vezes bodeia, mas como sou energia (também demais) atraio muitas coisas. E não quero mais atrair coisas ruins. Quero viver bem. Quero viver na iluminação! Chega de escuro, de sombra. Quero claro, quero sol, quero vida. Mas sem caos, sem usar o "sem limites". Quero apreciar. Quero cair apenas de paraquedas.
E a dica é: Aprecie sem precisar perder. Aprecie sem extremos. Aprecie, meu querido, cada detalhe e percebera que essa coisa de extremos são bobagem. E o mais importante, pode ser atraído, apenas com gestos. Apenas com pequenas coisas... little things.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Nunca deixe de sonhar

Muitas coisas ajudam a nos tornar verdadeiros "azedos". É preciso ser muito positivo, muito confiante para não ter aqueles dias de desanimo total na vida. Ou, pode ser também, porque não viveu muito para notar que diversas situações, vão fazer você deixar de ver as coisas de uma forma sempre boa. Não é se tornar pessimista, é ver as coisas com mais pé no chão e na realidade. Por exemplo, quando eu era menor, sonhava que com a minha idade atual já estaria bem financeiramente, com profissão etc. Maaaas, não foi isso que aconteceu por x motivos. Enfim, é um exemplo besta, mas que visualiza o que eu to querendo escrever, rs. Pode ser também que você nunca tenha realmente sofrido algo do tipo, mas pelo que eu conheço, pelas pessoas que vivem comigo, todo mundo já teve aquele badfeeling. Continuando...
Eu já tive alguns momentos tensos em que nada mais fazia sentido. Já tive momentos de achar que a minha única saída era querer o fim. Mas olha que engraçado, eu sempre fui uma pessoa sonhadora e talvez isso seja o que me mata. Viver sonhando num mundo onde tudo e todos fazem dele um pesadelo pode ser um grande problema. Apesar de sempre desejar e criar diversas expectativas... Com o passar dos anos, me tornei uma pessoa talvez não tanto otimista assim. É difícil desejar e não ter. Esperar e não vir. E digamos que paciência não é uma grande virtude minha, rs. Sei que os ansiosos e sonhadores, como eu, vão se identificar com esse texto. Nada mais crucificante do que uma expectativa jogada ao lixo. Nada mais ruim do que um sonho sendo despedaçado. Mas os sonhadores, nunca deixam de ser sonhadores.
O que seria do mundo sem aqueles que sonham? Aqueles que fazem planos mirabulantes, que entram num mundo paralelo quando tem uma conversa com você? O que seria das pessoas sem aqueles que fazem muitas possibilidades boas para o futuro? O que seria de você sem aquele seu amigo que te arrasta e cria sempre algo novo para fazer? Pensando sempre em viver novas coisas, procurando coisas e pessoas novas? Os sonhadores vivem para frente, sempre com um passo a mais do que as pessoas que não são. Isso é um fato. Vivem a vida sempre sonhando, e isso não quer dizer que eles não curtam o momento. Eles simplesmente caçam sonhos para viver curtindo. Isso é uma realidade dos sonhadores. Viver com a cabeça no mundo da lua... !! hehehe
Entretanto, sabemos que tem pessoas que não curtem isso. E diversas situações não nos deixam seguir em frente para o LIMBO. hahahah (parafraseando "A Origem"). Muito é possível na mente de um sonhador, inclusive a imaginação. Eu sempre fui assim. Sempre criei expectativas, sempre tive sonhos, sempre pensei além. Tive minhas crises e digo: Não! Não deixe nada nem ninguém te fazer parar de sonhar. Existe gente maldosa, sim. Existe gente invejosa, sim. Existe os pessimistas, os vampiros. Existe momentos ruins, sim. O que aprendi e que tento aprender todos os dias, é que de tudo isso, tire como aprendizado e não leve como uma decepção. Acreditar não é o problema...
Então acredite! Os sonhos quando realizados são eternos. Graças a Deus já tive alguns sonhos realizados, e possivelmente vou ter outros. Por que você não pode? Quer ter algum bem material? Vá. Quer viajar para fora do país, vá! Quer encontrar alguém legal e parecido contigo? Calma, você conseguirá. Eu vivo numa família de sonhadores. Por isso, apesar das descrenças que tive na vida, a esperança, é sim, a última que morre. Piega... sim! E digo mais, quem não sonha e não experimenta o sonho sendo realizado, não sabe o que é bom de verdade. Nossas vidas precisam de sonhos. Como diria Elis Regina, viver é melhor que sonhar, mas viver um sonho na realidade, isso sim, é maravilhoso! Sonhar é ter esperança, sonhar é vislumbrar, sonhar é acreditar. Viva, sonhe, torne realidade, persista... por mais que o mundão não queira.
Ps: Sim, tá parecendo aqueles textinho mela-cueca, mas foda-se. Hoje to me sentindo assim. 


Crowded House - Don't Dream It's Over

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Neste momento eu quero me permitir alegria (desconectada)

“Sometimes I think I have felt everything I’m ever gonna feel. And from here on out, I’m not gonna feel anything new. Just lesser versions of what I’ve already felt.”

O avanço tecnológico, as redes sociais, aplicativos novos, programas novos... Diversas plataformas e ferramentas dentro desse mundo louco que é a internet/informática. Já não é a primeira vez que essa discussão vem parar na minha cabeça. Já até tive uma experiência que já compartilhei com vocês aqui no blog sobre ficar uma semana sem Facebook. Até conversei isso com amigos recentemente, e semana passada assisti o filme Her (2013).

Sinopse roubada do Filmow: Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o fim de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer “Samantha”, uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro.
Detalhe que o sistema operacional tem o nome de "OS", o que me lembrou iOS. ¬¬

Toque uma música melancólica
"Toque uma música melancólica"

Já comentei por lá que esse filme é absurdo de tão próximo que está conosco. Para quem não assistiu, pode ficar tranquilo que não vou dar nenhum spoiler (odeio quem faz isso). Mas achei esse filme inteligentíssimo e bem parecido com meus medos sobre inteligência artificial. Logo me vem Matrix na cabeça... mas deixa isso pra lá, se não fico falando de filme o post inteiro hahahha.

Já repararam como as redes sociais estão sendo a fuga para tudo? Uma amiga minha postou uma música e falou que estava mal dentro deste post. Ela é minha amiga, tinha intimidade o suficiente para perguntar o que tinha de errado. Na internet, ela não me disse. Falou que estava tudo bem, que aquilo era só uma música, mas enfim... Aquelas coisas que não insistimos. Senti um certo receio dela em se abrir comigo. Não sei se o problema era contar algo para mim, mas achei totalmente medonho ela falar na sua timeline que estava triste e não desabafar comigo. Isso não me deixou chateada, mas pensativa.

Será mesmo que estamos perdendo nosso contato com o mundo real? O mundo do toque, do olho a olho, das conversas longas por telefone, do amor sentindo e não falado? Já aconteceu comigo. Uma pessoa falar várias coisas na internet, no whatsapp e pessoalmente ela deixar de falar por medo ou qualquer outra coisa. Sei lá, por mais que todo esse mundo facilite várias coisas, isso tudo me deixa meio agoniada.

Só de pensar que estamos precisando de máquinas para falar sobre nós... Nossa!! Estamos precisando de meios dentro da internet para ter uma conversa, ou para falar sobre nossas tristezas, felicidades ou momentos. Afinal, será que não conseguimos fazer tudo isso pessoalmente? Em uma viagem, em qualquer boteco fulero? Será que precisamos de um aplicativo para conhecer pessoas?

Fora aqueles post eternos, escritos de formas meticulosas, falando sobre determinada posição. Seja ela política, social, pessoal... whatever. E na realidade, você sabe, conhece que a pessoa não é verdadeiramente aquilo. Mas dentro do mundo da fantasia que é as redes sociais, precisamos muito mostrar o quanto sabemos, o quanto somos, o quanto entendemos. Mudar de opinião não é um problema, mas "mostrar-se" sempre me causa uma náusea de gente moralista (kkk).

"O passado é só uma história que contamos para nós mesmos."

Quantas vezes fui em shows e vi no mínimo 200 pessoas com as mãos levantadas para tirar fotos do show INTEIRO!! Isso me deixa puta! Além de atrapalhar quem quer realmente assistir o show, você perde tudo querendo mostrar para os outros que você estava lá. Apenas penso que, porra, se está lá curte o show, tira umas fotinhas e pronto. O resto é você estar lá... Presente!

Agora falamos de sentimentos nas redes sociais. Praticamos o amor com curtidas e mensagens de textos. Não falamos mais aquilo que nos sufoca de ansiedade... Esquecemos. Pois, as coisas da internet são assim... rápidas, supérfluas e doidas.

Conversando com meu amigo Môa sobre isso, você já pensou como as pessoas faziam para se encontrar antigamente? Sem internet, sem telefone, sem celular? Meu pai me contando que tinha que ir em casa em casa perguntando do amigo que queria ver. E poxa, olha a treta hahaha. Mas gente, olha o verdadeiro significado do fato. Ele foi! Ele encontrou o amigo depois de muitas horas e conseguiu curtir o role. E eu sou meia doida com coisas espirituais e já acho que tem alguma coisa envolvida nisso, rs. Seja qual for o motivo, já se perguntou, como as pessoas faziam para se apaixonar antes dessas redes infinitas?

Tive minha experiência com o Tinder este ano e a única coisa que me fez perceber tê-lo, foi o quanto esse tipo de aplicativo é psicopata. Uma pessoa está a 2km de você, ela curte você, e pronto... MATCH. Meu Deus... o cara pode ser qualquer pessoa! Ou uma pessoa que tem diversas coisas em comum, foi em vários shows que você foi, vai nos mesmos lugares... e você só foi conhecê-la na base do 3G. hahahha

Eu vivo isso. A internet faz parte totalmente da minha geração. Desde os selfies, até as comunidades do Orkut que só entrava quem realmente PODIA entrar. Contudo, me sinto um tanto despreparada para aguentar um futuro dentro disso. Me sinto uma viciada compulsiva, porque já perdi e as vezes continuo perdendo, momentos muito melhores do que uma telinha de celular, ou uma curtida no facebook. Conheci tantas pessoas legais este ano; em trips, em bares, botecos. E não nego, que muitas pessoas legais conheci na internet também, mas não queria que isso virasse uma válvula de escape, não quero que vire meu principal meio. Não quero me aproximar disso e me desaproximar do real. Do verdadeiro olho no olho e no nervosismo da barriga. Dos desencontros e dos encontros.

Então, como prática para mim e para você também que está lendo este texto... Pratique o desapego com as redes sociais, internet, etc. Esqueçamos deste mundo e vivemos o que está próximo. Uma ida ao cinema, um boteco sem selfie, uma viagem sem curtidas e status do tempo bom (sol de raxar) que está fazendo. Foque em um momento apenas! Deixe a internet para não perder um contato e não para rastrear aquela pessoa que visualizou sua mensagem e não respondeu. Registre os momentos, sim! Mas faça diferente e revele as fotos daquela viagem linda que você fez com os amigos.

Não vire uma máquina. Não deixe a máquina falar por você. Aproxima-se! Fale pessoalmente, converse. Olhe no olho. Sinta as verdades, as mentiras. Use o intuitivo. Abrace sempre! Mate as saudades, beije, ame, toque.. sinta. Deixe algo em alguém, para alguém. O real somos nós que fazemos, mas não sinta o real por um sistema operacional ou por uma foto do instagram. Escute vozes no ouvido s2. E eu mesma vou tentar ter essa conversa com quem quiser pessoalmente num boteco bebendo uma breja hehehehe.

"Estamos aqui apenas por pouco tempo, e neste momento eu quero me permitir alegria."


PS¹: Me desculpem o post anterior totalmente bad. Prometo tentar não postar mais esse tipo de coisas hahahah
PS²: Assista esse filme. Te digo que terás uma ótima reflexão... e o final é lindo demais <3 br="">PS³: Me perdoem também pelos palavrões. kakaka

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Tardes de festas vazias não voltarão mais


Já alerto que hoje o texto não é tão bom!

Hoje nada aconteceu. Ainda são 14h de uma quinta-feira normal. Mas tem dias que por mais que nada aconteça, a única coisa que você quer fazer é dormir. Dormir muito. Viver num mundo onde só os sonhos são possíveis. Onde a vida real é o pesadelo. Onde a realidade não me toca e não me alcança.
Hoje não teve nada. Sério! Acordei às 4h30 como o habitual. Cansada. Não só fisicamente, mas mentalmente. Moralmente. Cansada de ver uma rotina dentro de mim. Cansada de repetições. 
Ao vir para casa, senti a agonia. A agonia do sentir pânico. A agonia de permanecer a mesma. A agonia de sentir tudo de novo. O medo, o arrependimento, a angústia. Porém, como um filme assistido milhões de vezes, eu senti... Tudo de novo. Como um piano caindo sobre minha cabeça. Um peso que até então, achava que tinha sido tirado das minhas costas. Um peso de doer cada pedacinho do meu corpo para mostrar que ele ainda existe, ele ainda está aqui. Esperando a qualquer momento para me derrubar. Me deixar no chão. 
Poderia ser só mais uma TPM, ou um dia ruim. Rezo para que seja assim. As lembranças das minhas sessões de terapia, aonde minha terapeuta me ensina a não ver isso. Tapar o ruim e enxergar o que há de melhor. Mas hoje não. Hoje não me controlei. O descontrole veio e bateu como antigamente. Desespero em cada ar que tomava, como se fosse o último. O suspiro de dor de um coração. De ver que continuo a mesma menina, a mesma Thaiane. Triste saber que apesar de achar que minha vida melhorou, é ruim ver que o pânico retorna sem qualquer motivo. Ele permanece, de fato, escondido em mim. Ele foi coberto com problemas de trabalhos de faculdade, de problemas financeiros... que nunca me derrubaram. E eu rezei hoje, para não permitir que a ruína me atacasse. Que hoje seja só aquela visita que você não espera, que não é bem-vinda. Espero que sim, que hoje seja só mais um dia ruim. Aquele dia que você não queria sair da cama. 
Que esse medo que me preenche seja só passageiro. Medo de não pertencer a nada. Medo de não ser nada para mim mesma. Medo de viver e de estar perdida, agora, como estou. Medo de lembrar cada dor que senti, agora, como sinto.
Desculpem por esse post! Nem todo dia a vida me acompanha como quero. Ou, nem todo dia eu a acompanho. Vejo rostos, relatos diários e me sinto vazia. Vazia de qualquer momento. Estava em standby com minhas verdades mais obscuras e por infelicidade, elas resolveram aparecer hoje. Mas... que hoje seja só mais um daqueles dias que você não quer fazer nada. Apenas seguir e responder o famoso: "comigo está tudo bem". Que seja só mais um texto da menina chorona que de nada tem para reclamar.
Segurei você, meu amigo, dentro de mim por algum tempo. Mas por favor, não me leve de novo. Me deixe o melhor, não roube o que me pertence. 
Aos que entendem o pânico do pânico, que hoje o dia de vocês seja melhor. Que uma surpresa muito boa aconteça e que você sinta verdadeiramente algo bom. Para os isolados eternos, que leiam esse texto e não se sintam tão só. Aos otimistas que não se abalem com palavras tão curtas. E que eu, esqueça esse dia, em que tudo voltou à tona.


To Forgive - The Smashing Pumpkins

Ten times removed
I forget about where it all began
Bastard son of a bastard son of
A wild eyed child of the sun
And right as rain, I'm not the same but
I feel the same, I feel nothing

Holding back the fool again
Holding back the fool pretends
I forget to forget nothing is important
Holding back the fool again

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Desafio você a se amar

Para quem acompanha as redes sociais, já deve ter visto a última corrente da vez. O desafio das meninas colocarem uma foto qualquer, sem maquiagem e (para piorar) sem filtro. Sem me surpreender, mais uma vez, vi comentários ridículos, situações bizarras e até coisas ofensivas para nós mulheres que sofremos constantemente com a cultura da beleza. Já escrevi sobre isso, mas achei propício o assunto e como sempre polêmico. Comentários machistas e nojentos, vindo de nós mesmas, mulheres que já passaram por alguma descriminação, ou qualquer coisa do gênero.


Já reparou como nós (mulheres) criticamos a nós mesmas? Isso nunca foi segredo. Talvez a grande pergunta realmente seja por que fazemos isso. Já vivemos numa sociedade opressora, machista e etc etc etc, e ainda complicamos mais as coisas sustentando esses vícios de atitudes. Pois sim, fomos ensinadas a competir. Ensinadas a sempre querer mais que a coleguinha ao lado. E isso, por incrível que pareça, ainda está próximo no cotidiano das mulheres.

Não me excluo nenhum pouco deste mundinho "sobrenatural" feminino. Talvez esteja até nos nossos instintos como animais humanas fêmeas em uma selva perigosa e destruidora. Mas será mesmo que temos que continuar como mulheres e animais das cavernas? Acho que não. A evolução da mente humana é uma coisa fascinante, e acredito que todos nós deveríamos prezar e fortalecer esse sentimento... De sempre evoluir.

Evoluir na questão da sociedade parar de enxergar a mulher como um pedaço de objeto... Pronto para vender e compilar sua obrigações (ESCRITAS) feitas às mulheres. Ser uma boa dona de casa; ter um emprego para manter uma casa trabalhando 10h por dia (fato que só foi conseguido após mulheres que lutaram pela liberdade na nossa história); saber fazer as coisas (e muito bem) corriqueiras de uma boa mulher; e, ao mesmo tempo, fazer tudo isso com uma cara limpa, lavada, maquiada, com as unhas pintadas, sobrancelhas feitas, cabelo bem arrumado, roupas devidamente lindas e modernas, salto alto e com o sorriso no rosto (pois caso contrário, você é mal comida ou mal amada).

Coisas que, para nós mulheres sobreviventes, já conhecemos de cór. E até banalizamos o sentido disso tudo. Isso não é um problema, sério. O que virou um problema, na minha opinião, é a falta de coragem que alguns tem de não enxergar tudo isso. Mas que se fodam... desta vez, vou lançar um desafio diferente. E talvez, nada mude, mas você já me conhece e sabe que tenho momentos como esse...

Desafio você a amar sua melhor amiga mais do que já ama. Desafio a você tentar se reconciliar com aquela colega que brigou por causa de um carinha babaca na escola. Desafio você a elogiar uma senhora do seu convívio. Desafio você a olhar mais cada mulher que está ao seu redor e dentro disso entender, ou tentar, o espírito feminino de cada menina. Pois sim, diferente do que se possa pensar, cada mulher carrega um infinito dentro de si.

(Amo esse filme mesmo! hahaha)

Desafio você a se olhar no espelho. Olhar e pensar em todas as suas histórias, tudo o que já sentiu e propagar ainda mais conteúdos para sua vida. Neste instante, desafio você a ver você por dentro. Ver cada pedacinho do seu eu interior e praticar o reconhecimento. Sim, você é incrível! E não importa o que eles dizem a seu respeito. Para mulheres que lutam dia a dia, as mulheres reais, já sabem que a conquista do amor próprio vem de um longo caminho.

Desafio você a comer uma barra de chocolate sozinha na fase da TPM e não se sentir culpada. Isso alivia a raiva... e alivia pra caralho! Desafio você a parar de procurar imperfeições no seu corpo e achar que isso pode acabar com seu relacionamento. Desafio você a perceber que ninguém é perfeito. E que sua vida é recheada desses pequenos defeitos e qualidades que você se consolidou.

Desafio você a olhar melhor... a se admirar. Pelos feitos, pelos erros e acertos. Olhar a força da sua mãe, que será sempre a melhor pessoa do mundo para você. Obter a força diante dos obstáculos e acreditar que pode qualquer coisa deste mundo. Desafio a você se desafiar a ser melhor todos os dias.


Desafio você a esquecer as noites mal dormidas chorando no travesseiro por se achar feia demais. Desafio você a partir para outra dieta maluca na segunda-feira e dar uma escapadinha na sexta, jurando que vai voltar assim que possível. Desafio você a manter o controle da sua vida. VOCÊ... Mais ninguém!

Desafio você a ser você mesma! Somar, ainda mais, cada pedacinho de você que é cheio de riquezas, cheio de mistérios, cheio de encantos que poucos sabem apreciar. E não porque não querem, mas porque têm medo. Medo do profundo coração que existem em nós... mulheres reais. Mulheres que vivem sem filtro todos os dias, mulheres que ouvem absurdos e passam por situações absurdas todo santo dia. Mulheres que choram, mas fingem um sorriso. Mulheres que carregam uma vida dentro da barriga, mulheres que acordam cedo, trabalham, estudam e ainda mantem o cabelo limpo com um batomzinho na boca para dar um UP!

E por fim, desafio você a se amar. Amar o seu jeito, suas qualidades, defeitos. Amar sem nenhum filtro ou maquiagem. Ou com filtro e maquiagem... A escolha é sua! Escolha excluir as condições que nos dão para nos oprimir; escolha a sua melhor qualidade e evapore sua felicidade por saber que ela existe. Conhecer-te bem para não deixar que ninguém te desestruture ou acabe com sua beleza. Sim, você é linda! Por ser real, por ter defeitos, por lutar a cada dia, por desesperar-se no abandono e em seguida levantar-se com a cabeça erguida.

Na realidade, sabemos que esse delineador lindo que deixa seu olho mais puxado, ou aquele batom da MAC, ou aquela calça que deixa você mais magra, no fundo é só uma somatória. É só mais um pequeno detalhe, na grande dimensão que é você... mulher.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Desperte sua alma


No dia a dia da nossa rotina, acabamos esquecendo de coisas essenciais que são próprias do nosso ser. É normal sentir um desespero dentro de nós que vivemos nessa metrópole louca e cheia. E é ainda mais normal vocês já lerem esse tipo de texto, mas é bom reforçar. Reforçar o quanto viajar faz bem. O quanto estar próximo a natureza enobrece o ar dos nossos pulmões. O quanto é bom descobrir o que você é e o que você precisa para ter momentos bons.

É engraçado, mas algum tempo atrás eu estava numa crise e se colocasse a Thaiane antiga com a Thaiane "nova", digamos que a primeira iria rir muito e debochar. Não digo que mudei completamente. Ainda restam aqueles dias de crises existenciais infinitas e bads trips sem motivos. Mas após descobrir a ânsia do meu ser, acredito que as coisas andam bem mais fáceis. Parece muito estranho, e quem me conhece, vai achar que isso é mimimi demais para mim. Contudo, anteriormente estava quase entrando numa síndrome do pânico. Uma agonia fora do comum, um vazio tão aterrorizante que chegava a doer. Hoje, apesar dos momentos ruins, lembro das experiências que passei... e é claro das viagens, das risadas e das situações que deixam meu coração cheio.


Esse fim de semana fui para uma cidade mística (São Thomé das Letras - MG). E é tão mística que eu voltei somando um dread, um tererê, algumas pedras preciosas a mais e uma linda história para contar. E não digo apenas por ir para a cidade, mas sim, pelas pessoas que me acompanharam e pelas coisas que a natureza dali me fizeram sentir.

Sentimentalismo além do comum, mas gosto assim. Gosto de sentir que a emoção boa ainda pode me fazer e não mais o medo como antes. Apareceu diante de mim uma situação estranha, que pelas forças do universo e do meu pensamento, acabaram em ótimas coisas e um conhecimento maior.

Sempre achei que fosse fraca, mas nos momentos que foi totalmente necessário testar minha capacidade, fui além, me segurei no certo e pensei positivamente. Cresci quando aprendi que um banho de cachoeira seria o melhor "tira zica" da fase da terra. Cresci quando descobri que meus amigos são a face da minha disponibilidade e da minha boa atração para bons sentimentos. Cresci quando aprendi que não existiria coisa melhor do que conhecer cada pedacinho de uma cidade pequena fora do mapa ou fora de rota da maioria. Que ficar isolado do mundo cão que vivemos aqui, seria uma ótima oportunidade de ver e reparar que existem outras coisas, outras energias e que elas não vão deixar você sozinha.

Antes de ir, estava há uma semana com problemas de sono por causa da ansiedade infundada. Estava numa crise de auto-estima mais além do que tenho por costume. Desde que voltei, tive sonhos tão belos quanto um momento que você gostaria de viver novamente... como um replay da sua própria felicidade.


Desculpem o tanto esotérico que está esse post, mas antes que você fale que eu tive um choque pseudo-espiritual, a intenção no texto nada mais é do que escrever o quanto eu fui e o quanto sou agora. E talvez, te dar um UP nesta quinta-feira. Falar também sobre o quanto a gente não da valor as verdadeiras coisas que o nosso ser almeja. Um abraço, uma bondade, um olhar, um simples gesto, olhar as estrelas, ver uma estrela cadente e deixar o pedido registrado. Pare e pense. Desperte-se!

Desperte sua alma para o que ela deseja. Se não for viajar, que seja ouvindo uma música nova, que seja indo para um show, que seja passando momentos com pessoas especiais. Desperte para o bom desejo de que todos aqui almejam SIM ser feliz. E por mais que a vida nos coloque em situações de teste, deseje e desperte a sua capacidade de SEGUIR... Seguir e ver. Enxergar o que há dentro de você e o que pode te fazer bem. Enfim... deseje, faça e crie. Crie situações boas, desperte a paz em você mesmo. Pois sabemos, que a vida tem seus momentos difíceis, mas ela, pode sim, ser encantadora!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Neste lago das almas, eu perco todo o medo


Esse ano foi o primeiro ano que ganhei flores. No meu aniversário de 24 anos. Ganhei flores das minhas melhores amigas da faculdade. Aquilo realmente me tocou como acredito que deve. Simples, fácil e generoso. Minha mãe sempre falou: "Dê flores aos vivos, porque aos mortos não se vale mais nada." E é verdade. Mães geralmente estão certas com suas frases, mas essa frase me tocou um pouco mais.

Fiquei pensando em todos os momentos atuais da minha vida e notei o quanto estou individualista. Mais do que necessário e além do que jamais quis ser. O quanto o egoísmo muitas vezes é tão exagerado que nos cega por tanto tempo, que somos incapazes de notar a veracidade dos nossos atos. As consequências!

Eu que tanto erro e costumo ser intolerante a eles, vi que tudo isso estava me impregnando de uma forma auto-destrutiva. Cada vez mais que viramos esses serem egoístas, mais estamos afastados das pessoas que amamos e que queremos estar perto. Nada nem ninguém pode discordar disso. Acredito que ninguém nesse mundo vive sozinho!

Mas por que andamos tão solitários, afinal? Para quem vive aqui, sabe a luta de leões que enfrentamos todos os dias. No nosso trabalho, na escola, em casa, no trânsito, na rua... Em qualquer lugar! Tudo é questão de luta, raiva, ódio dentro desta cidade louca. Não é de se surpreender. Estamos aqui, vivendo para tentar ter uma vida melhor, mas será que de tanto lutar estamos de fato conseguindo viver?

Onde a cada mar de ego com uma postagem em facebook, com cada treta no busão por qualquer motivo, por qualquer desentendimento familiar, ou no trabalho.. estamos realmente vendo o que nossas atitudes podem causar? E causar além de nós mesmos, mas para o próximo? Para nossos irmãos, para cada pessoa que também luta para ser algo, ter algo...

Penso: vocês sentem solidão? Vocês sentem que as pessoas ao seu redor se sentem solitárias? Outro dia vi uma menina tão nova chorando na rua. O motivo jamais vou saber, mas senti o sofrimento dentro de cada lágrima. E olha que engraçado, apesar de todos nossos problemas, todo mundo quer alguém por perto nessas horas. Então, por que tanta discórdia em cada pedacinho de ar que respiramos? Fiquei com medo de perguntar e ser invasiva. Pois é isso que sentimos... Medo de estar próximo. Medo de ser simples. Medo de não pertencer a alguém. Medo de ser incapaz, de não ser feliz, de não viver. Medo de desperdiçar tempo. Medo de sermos humanos... Que para mim é ter sentimento. Ter a consciência. Unir a razão com a emoção, e tentar buscar um equilíbrio.

Talvez seja exagero, mas vejo as pessoas não confiarem mais, não desejarem o bem e não participarem mais. Inclusive eu. Isso tudo pode ser trágico e que volta a minha premissa inicial... O simples pode ser feito a qualquer hora, a qualquer momento, a cada minuto que não te custa absolutamente nada. Ser grato por isso! Parar de enxergar apenas suas dificuldades e partir para o reconhecimento de um bem maior. Maior do que qualquer outra célula a mais na carteira ou um sapato no armário.

Paremos de pensar que cada um tem o que merece; todos temos humanização dentro de nós, não temos? Nos excluirmos do papel de "ser humano" na sociedade. Somos seres egoístas em busca de mais egoísmo. Deixe-se voltar a permitir sentimentos. Permita-se ao bem e ao amor. Para o seu bem e para o bem de todos que você gosta.

Não é fácil! É difícil... ainda mais quando estamos tão cansados. Cansados de tentar e não ter. Não é fácil ver a maldade, tanta maldade, e não querer jogar tudo pelos ares. Querer que todos se fodam! E cada um tem um lado bom e um lado ruim, mas que nós sempre busquemos a voltar ao lado bom. Que seja a partir daí, que paremos de sermos egoístas e tão mesquinhos com tudo e todos.

Tento aprender!

Que sempre me permita a acreditar em mim mesma e principalmente acreditar nos meus iguais. Nada, mas nada será válido quando morrer. Apenas a sua lembrança de uma vida sem arrependimentos. Uma vida composta e cheia de pessoas que te ensinaram, que te amaram, que te fizeram rir e chorar. E, por fim, ser grata a cada coisinha simples. "The little things... there's nothing bigger, is there?"


domingo, 27 de abril de 2014

Discos da minha vida

Tentar selecionar álbuns que marcaram a minha vida sempre foi uma tarefa difícil. Porém, sempre entro nessas brincadeiras. Apesar de ter muita coisa, nunca canso de tentar nomear. A indicação dessa vez veio do Rotaroots, um grupo no Facebook que meu colega Van me adicionou. E logo de cara, tem esse tema tão foda que é música. Tenho vários cds, álbuns que me inspiraram e que ainda permanecem na minha trilha sonora da vida. Meu gosto musical é eclético, eu diria... Vocês vão poder acompanhar na lista haha. Então segue alguns:



Alexisonfire - Crisis
Quem me conhece já sabe o meu amor pela banda Alexisonfire. Inclusive, a emoção foi tanta que fiz até uma tatuagem no braço, hahaha. Mas meu amor por essa banda veio bem antes disso. Crisis foi o nomeado da vez, talvez por ter me acompanhado durante muitos momentos marcantes da minha vida. Os outros também, mas esse disco tem uma certa aproximação com meu coração. É o meu favorito. Chega perto da perfeição! Do início ao fim faz meus pelinhos do braço levitarem hahahha. Fico realmente arrepiada e emocionada por tamanha lindeza que é esse álbum. Que fala da gente, de sentimentos, de conquistas, perdas, amores, tretas, etc.

Linkin Park - Hybrid Theory


Podem falar o que quiser, mas foi essa banda que me iniciou no mundo do ROQUE diretamente! Antigamente eu curtia algumas coisas, mas nada muito sério a ponto de usar allstar cano alto e gargantilhas hahaha. Foi o primeiro CD que eu comprei e ele não saia do meu discman. Fazia uma parada nova que até então nunca tinha ouvido. Sou da época que o New Metal bombava e vários clipes passavam na MTV como 311, Korn, Slipknot, Ill Niño etc. Fui fanática pelo LP durante muito tempo. Eu seria aquela menina que se jogava da galeria do rock se meu pai não tivesse deixado eu ir no show, mas eu consegui e foi o primeiro show da minha vida. hahahhaha Eu tinha 14 anos e já adorava um drama.




Emery - ... In Shallow Seas We Sail
Outra banda que sou emocionada, hehehe. Começando minha fase emuxa, Emery sempre foi uma das minhas bandas favoritas, e ficou até hoje. Esse disco, principalmente, que trás letras bem fortes e parecidas com minhas crises existenciais. Mas apesar de toda a beleza do emo (risos), tem muita coisa linda saindo desses carinhas. Me lembra muito minha fase que trabalhei no Hospital do Câncer. Edge of the World é minha música favorita. Em breve quero tatuar também, porque eu sou assim, emocionada mesmo até o fim hahahah. O show apesar de ter sido curto, valeu a pena cada segundo. Os caras são super humildes, conversaram com a gente, tiraram fotos e tudo mais!


Three Days Grace - Three Days Grace
Seguindo a onda depressiva... Se fosse para fazer uma pesquisa das músicas que mais ouvi na vida, definitivamente as músicas desse CD entraria como um dos primeiros. Adorava de paixão Three Days Grace! Tinha até um fotolog com o nome de uma das músicas que se chama: Take Me Under. Com 15 anos,  ao auge da depressão, da rebeldia sem causa... Eu adorava as músicas com essa pegada de "ME DEIXEM EM PAZ, NINGUÉM PRESTA, ODEIO VOCÊS" hahahha. Típico. Não que tenha mudado muita coisa para hoje, mas hoje consigo ser mais sociável. Ou não! hahaha Apesar de ser viciada nesse álbum, os seguintes da banda não me agradaram tanto.




The Smiths - Louder Than Bombs


Smiths é uma banda que eu demorei para conhecer e para entender a fascinação que os outros tinham. Nunca julguei antecipadamente, mas é aquelas bandas que passam despercebidas, até dado o momento do primeiro contato real e ... PÁ, paixão! Smiths com certeza é uma das bandas mais perfeitas que eu ouvi. Não tem música chata, não tem música sem conteúdo, não tem música ruim. E por mais incrível que pareça, você pode ouvir Smiths em todos os momentos da sua vida... Chorando, amando, transando, correndo hahahha. Eu já testei, e digo que é certo. Smiths é muito amor. E esse álbum definitivamente é um dos melhores s2.


Placebo - Meds
Por que eu demorei tanto para ir no show? Placebo é de arrepiar! Está na lista de um dos melhores shows que eu fui na vida. Talvez uma das bandas mais intensas que eu tenha visto e ouvido. E tem todo um significado por trás, que vai além... Esse álbum, que é um dos mais famosos, chega a ser torturador. hahahah Placebo é uma banda que veio e ficou. Tem todas as suas representações para mim, além de ser uma banda fascinante. "Infra-red" me faz lembrar um dia que fui correr atrás de um cara e ele me esnobou. Apesar dos pesares, o desgraçado veio correr atrás de mim posteriormente. MUHAHUAUHA morra fdp! hahahhahaha




Deftones - Diamond Eyes


Essa banda é um marco grande na vida de quem curte algo mais "intense". Para essas pessoas que curtem de verdade, geralmente rola uma emoção e comigo não podia ser diferente. Causa, de fato, uma destruição interna toda vez que escuto Deftones. Além de ter marcado vários momentos quentes da minha pessoa (ui), essa banda também marcou momentos trágicos e tristes. Apesar disso, lembro de Deftones com felicidade, prazer e muito tesão, que é o que esses caras passam quando tocam, hahaha. Foi um ex meu que me apresentou, logo, apesar da raiva que algumas músicas me lembram, a boa parte permanece, hauhauhauhau Álbum apaixonante !



Have Heart - Songs to Scream At The Sun
Banda straight egde de Boston, que apesar de eu nunca ter sido, influencia muito em diversos pontos. Tem umas letras que fazem você sair do seu comodo, do seu ser acomodado, e ver que tem muitas coisas erradas acontecendo. Mas que apesar disso, você não deve desistir. Você tem uma luz própria! E eu briso mesmo hauhauha. Lindo CD e compartilho essa paixão com outros amigos meus que também não são sxe, mas curtem demais essa banda. Banda linda, capa linda, CD lindo, músicas fodas. hehe


The Juliana Theory - Love
Outro álbum emo e é o único que eu curto de verdade da banda. Uma pegada bem sentimental que eu piro. É um CD que sempre tá voltando na minha playlist, mesmo sendo de 2003. Se vocês repararem, tem a foto da explosão da bomba atômica no centro escrito LOVE em cima. Ou seja, o que é o amor não é verdade? hahahaha CD lindo que tem diversos momentos que marcaram minha vida. E um deles foi a sensação de desespero por não ter o que queria, e a vergonha de procurar algo que nunca poderia ter em mãos. uhuhuhu Falei para vocês que eu briso, e quando digo isso é verdade, risos.


Enfim, acredito que a lista já tá grande para um blog, mas pequena para meus longos 24 anos de idade. Foram muitas músicas, boas e ruins. Um dos CDs ruins é RBD, que meus amigos insistem em me lembrar. HAHAHHAHA Vários CDs comprados, vários momentos que em uma lista nunca será tão representativo quanto foi na realidade. Coloquei os que mais me marcaram, e é lógico que existem outros. Mas fica aí só uma parte do que foi. Comentem os podres que vocês conhecem sobre mim hahaha. Deixei essa parte para meus miguxos hahahha. :D

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...


Cada um vive sua vida e traça seu próprio caminho. Essa é a lição que eu tento aprender todos os dias! Eu tento também não culpar ninguém pelas minhas escolhas, e é lógico, pelas consequências que elas trazem. Tento não fazer nenhum julgamento precipitado pelas escolhas alheias. Tento ser ao máximo integra e manter minha verdade dentro de mim... que não, não pertence a mais ninguém. Ela foi construída pelas coisas que vivi, que sofri, que ultrapassei, que desafiei, etc. Ela caminha a cada dia diferente, que muda constantemente conforme vou seguindo... Conforme vou vivendo a minha vida.

Jamais quis nada o que é comum, ou o que vem dentro da cabeça dos outros. Sempre estou à procura de algo que me complete ao máximo para eu viver na minha paz e com a cabeça em ordem. O certo para mim, pode não ser necessariamente para você! E isso sempre esteve na minha essência. Respeito pelo próximo e pelas suas vontades é o mínimo que devemos nos proporcionar a aprender todos os dias. A lição que vem disso, de entender o diferente, o desigual, é uma alegria fora do comum. Jamais nenhum igual, nenhuma massa, pode dar. Abrir cada pedacinho da sua cabeça, abrir o coração, ver seus verdadeiros limites, seus medos, e seu ser... Entender a cada dia mais sobre você e sobre os seus semelhantes. Entender que isso tudo passa, que muitas coisas mudam, que nada é para sempre, que o verdadeiro valor está nas mínimas coisas!

A minha alma se enobrece do conhecimento. Ela vive disso, além disso e para isso. O que será de mim amanhã? Não sei! A vida é mesmo incerta e cheia de buracos. Mas vou buscar sempre tentar! Vou buscar sempre me manter conhecendo algo. Nunca estática, nunca acomodada! Buscar mais o humano, ao invés do material. Buscar mais a vida, ao invés do individual!

Eu não vou morrer a cada dia tentando construir algo que não é meu! :)
Ninguém vive para mim, ninguém vive por mim, ninguém vai correr atrás das minhas coisas, ninguém vai sofrer com meus arrependimentos, talvez ninguém possa entender a felicidade do meu próprio ser. Cada sentimento é único dentro de cada pessoa, e acho que deu a hora de percebemos que a vida é uma só.

Tentar construir sua paz e distribuir-la para os outros é divino!

Que a vida me ensine a cada a dia a respirar pelos meus pulmões e eu mesma ter orgulho das minhas escolhas, dos meus amigos, do meu amor próprio, das coisas belas que passei (que foram muitas) etc. E que eu nunca desista de procurar, sozinha, a minha própria paz! Pois, só eu mesma sei, a dor e a delícia de ser o que é. :)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

É tão certo quanto o calor do fogo (?)


E se tudo na vida fosse certo? Se tudo tivesse uma certeza absoluta? Será que seriamos pessoas mais calmas e compreensivas?
E se tudo tivesse escrito e predestinado a acontecer? Se todas as suas dúvidas logo fossem respondidas? Se toda a sua certeza da vida e das coisas nunca fosse questionada - por você e pelas outras pessoas?
E se suas decisões sempre tivessem cercadas de tantas certezas? Se você nunca errasse? Como seria? Se cada caminho fosse tão certo que você nunca, jamais poderia mudar de ideia? Ou se dar ao prazer de errar? Ou voltar, ou trilhar novas rotas?
Ah, tantas as perguntas! Nós (eu - ansiosa) que vivemos cheios de dúvidas, de medos, de escolhas e oportunidades. Será mesmo que se tudo isso fosse afirmativo, seriamos mais felizes com nossas vidas? Seriamos mais satisfeitos? Eu duvido.
Nada como uma escolha, como uma mudança, como coisas novas, como nossos erros e acertos. Novos caminhos e comprometimentos. Imagina se tudo fosse "escrito"?! Se cada pedacinho da sua vida tivesse um destino certo e totalmente controlado?
E aquele novo corte de cabelo? Aquela certeza velha indo embora com uma conversa com seus melhores amigos. Aquela repaginada no seu guarda-roupa. Aquelas velhas coisas certas "de você" indo embora pelo ralo. Deixando espaço para o novo, para o desconhecido... Para o incerto!
A vida é feita de incertezas, sabemos. Sabemos que cada incerteza na vida acaba doendo em cada pedacinho do nosso corpo, mas não existe nada como elas. Que paradoxo! Contraditório! Entretanto, o quão chato seria se tivéssemos tudo tão fácil e ao alcance de nossas mãos?
E os medos? Aqueles que nos torturam e que lutamos, dia após dia, para destruí-los. Talvez a vida seja realmente bela por isso... por essas incertezas. Por cada canto de uma nova chance de dar certo!
O caminho que ela traz e que, as mudanças nos permite, é incrível. E nada melhor do que ultrapassar momentos incertos e descobrir que agora você já está mais maduro. Sabe um pouquinho mais das coisas, mas tem umas outras trilhões para descobrir. Seria terrível se soubéssemos tudo. Seria incrivelmente chato e monótomo.
Ver em cada momento a chance de uma nova escolha, um caminho diferente. Se dá medo? Normal! Contudo, que isso sirva de impulso e jamais como uma placa "PARE".

Que tenhamos, por fim, uma única certeza... A de sempre continuar!

Texto inspirado pelo filme 'Vicky Cristina Barcelona' (2008) de Woody Allen. mimimi

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cartas de amor para um desconhecido


Quando eu me declarava romântica, era normal fazer várias cartinhas de amor para o namoradinho do colégio. Era normal escrever o nome da pessoa no caderno rodeados de corações. Era lindo receber uma declaração em público, mesmo que aquilo me aniquilasse de vergonha. Era fácil entender um amor platônico e era aceitável desejá-lo. Era precioso o tempo da intensidade que vivia... podia ser um mês, uma semana, um dia, um minuto. Aquilo tudo era o que preenchia meu coração de esperança de um amor.
Hoje escrever cartas é ultrapassado. É brega. E o ego e a vergonha do sofrimento me cobriu tanto que demonstrações de amor me dão ânsia de vômito. Não tenho paciência. E o niilismo falso impregnado pela minha razão está fora do controle. Ele me corrói tanto quanto a tragada do cigarro que me mata a cada dia. Destrói a minha esperança, o meu amor próprio. 

- Mas óh desconhecido... quando apareceras para me dizer que estou errada?

O que mudou?! Além do medo do desconhecido e do tão próximo medo de amar?! Talvez a dor me ensinou a ser uma péssima companhia. É tão ruim sentir aquela dor de todas as expectativas indo para o ralo. Aquela dor de planos, histórias futuras, estórias vividas se despedindo como um supro em pó. Tão fácil como veio, foi mais difícil de ir. Mais difícil de esperar o próximo e entender que cada romance é um ar diferente.


- Me devolva, meu desconhecido, o amor, o ar da vida. 

Não sei se foi o acomodo e o apreço pela dor que me manteve apática e cética. Talvez isso tudo seja uma máscara protetora que uso para não sentir de novo a dor de mais um amor perdido. Mais uma carta de amor feita a qualquer desconhecido.

- Te escrevo para aparecer logo. Encha novamente minhas esperanças e tenha calma. Meu coração te esperou, mas minha cabeça vai te negar. Pois a mente sempre nega, o coração jamais.

Era normal, sonhar, acordar e pensar na pessoa como que sua vida dependesse daquilo. Era sensacional ver as mensagens de texto e chorar de tanto emoção por um amor correspondido. Ahhhh... e como isso dói. Ver que esses pequenos detalhes não existem mais. E que a dor me domina a cada novo relacionamento e a vontade de fazer cartas nunca mais existiu. De declarar amores sem vergonha e de ter a sensação de que posso ter um momento de paz independente dos que os outros possam achar... Se acham que é brega ou se é infantil.

- Mas quero te escrever cartas. Escrever durante a vida toda. 

Hoje eu escrevo cartas de amor para um desconhecido. Como fazia antes. Uma forma de amar uma esperança, talvez, que eu queira ter. Faço as cartas para não desistir. Não desistir de uma coisa que possa me dar pés nos chão e cabeça nas nuvens. Escrevo-as para que tenha um amor próximo de mim e idealizo a vida de uma maneira tranquila, sem doença, sem estresse... aquele amor que acalma, que inspira.

- A vida pode até nos testar, mas que sejamos fortes para continuar.

Escrevo cartas para que alguém que quando chegue, chegue de mansinho e não me corrompa. Que me ensine, que me faça crescer. Que me acompanhe nas infantilidades, mas que saiba me manter sã e coerente. Que traga luz a todo meu caminho que anda pessimista, mas que ainda não desiste.
Que não encontre palavras para descrever o que sente, mas que tente o máximo a cada aniversário. Que me iluda com maneiras mais belas que o amor pode causar. Que não seja opaco, que dure o suficiente para novas lembranças. Aquelas que ficam.

- E que cada beijo seja como uma declaração de amor eterna. 

Hoje escrevo cartas a um desconhecido. Escrevo para que a esperança de acreditar no amor volte. Escrevo para entender que um dia isso foi tão real quanto aquela dor destruidora que agora está indo embora. Escrevo para que me lembre a esquecer os medos quando esse novo aparecer. Escrevo para não perder a prática do romance, que hoje por mais piegas que possa ser, é o mais belo presente que a vida pode te dar. Escrevo para você desconhecido... para que eu possa me permitir a te conhecer.