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Além do espelho: sobre extremos e limites

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Todo extremo é perigoso. Todo extremo é um precipício ao limite do ser. Sempre tive fascínio pelos extremos. Sempre gostei demais, sempre quis demais, sempre odiei demais, sempre fui demais. Sempre teve que ter algo "demais" na minha vida. Seja lá o que fosse. Um programa de televisão, uma banda, uma comida, alguém, alguma situação, algum momento. Fases, mas que acredito que chegaram ao limite e por isso passou. Não digo que não aproveitei... Aproveitei e muito! Existiu muitas coisas boas. Mas dadas asas a tamanho poder do "sem limites", do sem hora para voltar, ou do amanhã talvez o mundo acabe... o que acaba, de fato, é um pedacinho de mim. A metáfora é simples. A todos os goles de café possível, na atual presença das noites mal dormidas. Porém, nunca apreciei café. Tenho gastrite. Mudança de gostos? Talvez. Ou uma mera ilustração do real fato que quero escrever. Me vejo presa aos limites, rendida ao "sem pudores" e tentada ao errado. Ao que nunca q...

Desperte sua alma

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No dia a dia da nossa rotina, acabamos esquecendo de coisas essenciais que são próprias do nosso ser. É normal sentir um desespero dentro de nós que vivemos nessa metrópole louca e cheia. E é ainda mais normal vocês já lerem esse tipo de texto, mas é bom reforçar. Reforçar o quanto viajar faz bem. O quanto estar próximo a natureza enobrece o ar dos nossos pulmões. O quanto é bom descobrir o que você é e o que você precisa para ter momentos bons. É engraçado, mas algum tempo atrás eu estava numa crise e se colocasse a Thaiane antiga com a Thaiane "nova", digamos que a primeira iria rir muito e debochar. Não digo que mudei completamente. Ainda restam aqueles dias de crises existenciais infinitas e bads trips sem motivos. Mas após descobrir a ânsia do meu ser, acredito que as coisas andam bem mais fáceis. Parece muito estranho, e quem me conhece, vai achar que isso é mimimi demais para mim. Contudo, anteriormente estava quase entrando numa síndrome do pânico. Uma agonia ...

Encontros e despedidas

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Nada como juntar todas as tranqueiras do seu quarto, do seu armário e joga-las fora. Nada como guardar os ingressos de shows, de exposições, cartas e fotos numa caixinha. Aquela caixinha de lembranças que enchem o coração de alegria quando abro. Nada como ter um ano novo para restabelecer a ordem e seguir novas perspectivas. 2013 foi um ano difícil. Saúde, amores, amizades, casos e acasos. Talvez até mais difícil do que os outros, pois neste ano abri a porta para o auto conhecimento. É difícil entender o porque somos assim e porque agimos de determinado modo. E talvez nunca saibamos de fato. Mas a mim, eu descobri algumas coisas. Saber o porque você age de determinado modo é um pouco crucificante quando o motivo não lhe agrada. Saber que ainda existem feridas, que existem coisas que você não esqueceu. Que você de fato não queria esquecer. Saber que algumas pessoas ainda te magoam muito, assim como determinadas situações. Esse ano fiz diversas coisas que não gostei. Trai, m...

Existe certo e errado?

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Crescemos aprendendo tudo o que é correto e o que é errado. Desde o início são impostas regras e normas de acordo com o seu modo de vida. Não importa as suas vontades ou desejos, o que importa é seguir padrões. Diante disso, com anos de histórias totalitárias, de regras, de intolerâncias, vivemos em uma prisão. Presos em nossas próprias regras e padrões. Mas por que viver nos padrões? Por que não sair da caixinha? A questão está ligada com o lidar com as diferenças. Por motivos históricos/culturais, não sabemos lidar com algo novo, diferente e com mudanças drásticas. O que "queremos", e aprendemos a querer, é o conforto. A falsa paz. Falsa porque nos prendemos em nossos mundos cretinos e infelizes. Somos infelizes, perdidos e talvez até depressivos por não conseguir sair deste sistema de certo ou errado. Quando crianças, assistimos diversos contos de fadas, com o vilão e o mocinho. E o final é sempre feliz para o mocinho. Mas na realidade sabemos que o final não é...