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Capítulo 1: Quando as estrelas apagaram

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Naquele dia, as estrelas pareciam ter se apagado antes do entardecer. Fomos para a festa na empresa do meu pai, um evento que deveria ser uma celebração, mas para mim, parecia o prelúdio de uma tempestade que eu já pressentia. Desde que me entendia por gente, sempre fui sensível às dores ao meu redor, e naquele momento, a dor de minha mãe era palpável, como uma sombra densa, pairando sobre nós. Meu pai, imerso no álcool e no ciúme, tentava preencher seu vazio flertando com outras mulheres à vista dela, enquanto eu fingia não ver. Mas, por dentro, algo em mim já sabia — aquilo era apenas o começo. Eu, com meu semblante abatido, sentia que algo estava para acontecer. A antecipação do desastre me envolvia, como um presságio silencioso, sem forma, mas inevitável. E então, quando a noite avançou, os sussurros das brigas ecoaram pelos corredores da casa. No banheiro, meu pai e minha mãe se enfrentaram como dois titãs arrastados por uma força destrutiva. Medo. O medo que senti naquela madruga...

Amor é não sentir medo

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Do que você sente medo? Como relaciona o medo nas suas atitudes? Como o ultrapassa? Como enxerga o medo? Quais são suas barreiras e com o que você se limita por medo de algo? O que esse sentimento de medo te trás? Pra mim, o medo é como se fosse uma caixa onde me sufoco. Onde sinto os piores tipos de sentimentos vindo dali... Insegurança, ódio, rancor e mágoas. E saibam, foi do sentimento de medo que muitas coisas vieram a me atormentar. Já está comprovado que o medo é uma das vibrações mais baixas que existem na física quântica. Ele é o oposto da coragem, da fraternidade, da união e principalmente do amor. Mas vale lembrarmos que estamos nessa dualidade extrema onde o medo ainda existe, mas ele precisa ser finalizado. E por que digo isso? Para você ver que o medo também pode ser transformado e transmutado. E garanto que de uma forma bem divertida e simples... apenas se abram para se conhecer-se e aceitem as verdades mais cruéis do seu subconsciente que te leva a ter crenças tão limit...

Perdoe-me

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A pior parte dentro do meu corpo é a consciência. Ela me cutuca e me sussurra todos os meus incômodos. A cada dia consegue me laçar uma corda no pescoço. Sufoca-me em meus próprios defeitos. Dolorosa a minha culpa e como esta consciência me traduz em um ser muito imperfeito. Asfixiada em mil pensamentos. Não consigo raciocinar, nem pensar friamente, calcular menos os danos ao meu interior. Culpo a mim mesma por tudo e capacito ainda mais este medo dentro de mim. E como explicar o que há dentro de mim? Pensamentos magoados que me importunam por não querer ser assim... Mas sou! Sou uma devedora de promessas, de palavras, de integridade... E por mais que conflite diariamente para escapar, sou presa e condenada das minhas reflexões destruidoras. Isso não é orgulho! Dói ainda mais em mim por falar. Por vezes a tentativa de me esquecer é justa e apropriada para o momento. Não há nada pior do que você se enxergar como próprio inimigo. Pensamentos atraem. Pensamentos tem força. E é você...

Tardes de festas vazias não voltarão mais

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Já alerto que hoje o texto não é tão bom! Hoje nada aconteceu. Ainda são 14h de uma quinta-feira normal. Mas tem dias que por mais que nada aconteça, a única coisa que você quer fazer é dormir. Dormir muito. Viver num mundo onde só os sonhos são possíveis. Onde a vida real é o pesadelo. Onde a realidade não me toca e não me alcança. Hoje não teve nada. Sério! Acordei às 4h30 como o habitual. Cansada. Não só fisicamente, mas mentalmente. Moralmente. Cansada de ver uma rotina dentro de mim. Cansada de repetições.  Ao vir para casa, senti a agonia. A agonia do sentir pânico. A agonia de permanecer a mesma. A agonia de sentir tudo de novo. O medo, o arrependimento, a angústia. Porém, como um filme assistido milhões de vezes, eu senti... Tudo de novo. Como um piano caindo sobre minha cabeça. Um peso que até então, achava que tinha sido tirado das minhas costas. Um peso de doer cada pedacinho do meu corpo para mostrar que ele ainda existe, ele ainda está aqui. Esperando a qualqu...

Neste lago das almas, eu perco todo o medo

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Esse ano foi o primeiro ano que ganhei flores. No meu aniversário de 24 anos. Ganhei flores das minhas melhores amigas da faculdade. Aquilo realmente me tocou como acredito que deve. Simples, fácil e generoso. Minha mãe sempre falou: "Dê flores aos vivos, porque aos mortos não se vale mais nada." E é verdade. Mães geralmente estão certas com suas frases, mas essa frase me tocou um pouco mais. Fiquei pensando em todos os momentos atuais da minha vida e notei o quanto estou individualista. Mais do que necessário e além do que jamais quis ser. O quanto o egoísmo muitas vezes é tão exagerado que nos cega por tanto tempo, que somos incapazes de notar a veracidade dos nossos atos. As consequências! Eu que tanto erro e costumo ser intolerante a eles, vi que tudo isso estava me impregnando de uma forma auto-destrutiva. Cada vez mais que viramos esses serem egoístas, mais estamos afastados das pessoas que amamos e que queremos estar perto. Nada nem ninguém pode discordar dis...

Mulheres de atenas

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Mulher que gosta de sexo é vagabunda. Mulher que não gosta de ter compromisso é puta. Mulher que é independente, que paga suas contas sozinha é mal amada. Mulher que não tem um relacionamento estável é encalhada. Mulher que não tem filhos é inútil.  Mulher que trai é vadia. Mulher que dá em cima de homem comprometido é vaca. Mulher mais velha que não é casada é frustada. Tantas e tantas outras formas de entender a situação que NÓS mesmas ainda nos colocamos. Não quero pagar de feminista, porque não sou. Tenho ainda todos os requisitos de uma mulher que quer se encaixar dentro dessas badernas todas. Mas fiquei pensando, em como nós mulheres, somos condicionadas a não ter opinião e nem vontade. É triste. Mesmo tendo essa evolução nos pensamentos das mulheres, a gente ainda vê, e muito, a parte machista dominando. Estou falando isso pela própria atitude de nós, mulheres... somos ensinadas a ser omissas. Por que mulher que fica solteira é encalhada? E o homem é ...

The sweet is never as sweet without the sour

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Eu provei do amargo. De todos os tipos. Ainda provo todos os dias. Mas parece que a cada tempo aparece um novo tipo de amargo mais destruidor e viciante. É possível dizer isso? Estar viciado num círculo de amarguras e incertezas (que no final viram certezas)? É possível dizer que eu luto para ter novamente o doce, mas parece que o amargo não sai dentro de mim? Pode-se dizer que todas as vezes é como um abismo? Que as lutas diárias são motivos para continuar novamente na ponta desta queda? Deste alto prédio onde decido pular todas as vezes que estou prestes a ser salva. Mas por que? Por que sinto a necessidade de construir um mundo de pensamentos e determinados "Fim" dentro de mim? A minha alma parece tão fraca. E é completamente estranho falar de alma. O que é, afinal, a alma? Será que tudo isso é pela minha falta de fé? Em mim? Em Deus, nas pessoas? É tão estranho; eu fugi tanto de complicações e elas apareceram. Umas por minha culpa. Mas o sentimento do amargo parece que m...