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A alma não tem data de vencimento

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Observando o que eu alimentava. De certa forma, meus desejos e vontades davam força a este ser. Era como se eu vivesse em cima de uma ilusão percussora deste alimento. Eu alimentava esta ilusão, este demônio foi criado por mim. Agora estou aqui cheia de mal uso. Como um produto velho e usado. Repassado de mão para mão. Passado de pau para pau. Vestida de meretriz como eles gostariam e transbordando limites, cascos e feridas. Tratada como um produto vencido. Jogada a nada como se fosse desprezível o que sou além deste corpo. Mas eu entendi o meu valor e o vício de desejos saciados... me levou de novo de frente comigo mesma. De fato o que eu quero? Por que quero? Será que eu realmente preciso disso? Para ocupar um vazio que eu mesma me alimentei? O vazio e a completude infinita de não pertencer a nada. Da magnitude de não ser permanente em absolutamente nada. O que dói é o uso do meu corpo como um monumento raro mas quebrado. O que se faz com isso? Ignorada, dispensada e em cacos. De...

O infinito do ser

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A iminência da morte esteve perto de mim como uma porta aberta a todas as possibilidades. A vida e a morte simbólica do meu ser. Daquilo que era e não será mais. Daquilo que um dia foi, e agora nada se compara ao que é. Sentir como se a vida fosse um sopro gostoso de respirar e sentir, mas ao mesmo tempo com a urgência de viver cada pedacinho como se fosse algo muito raro. Essencial seria vivermos todos os dias sem medo de nada. Sem a "necessidade" de coisas e formas que antes eram preenchidas pelo medo da morte. E que agora, se comparece a mim de forma bem mais inocente e natural do que de fato, era na minha concepção.  E o que seria felicidade se soubessemos a nossa morte? Como gostaríamos de viver se apenas o HOJE existisse? Como seria se soubessemos, no fundo no fundo, que isto é tão breve quanto ao controle de absolutamente nada? Como seria se estivemos ali entregues ao respirar, ao sentir, ao viver, ao curtir... E soltassemos as nossas crenças e vivessemos apenas como n...

Demais

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Sim, eu sou demais. Falo demais, articulo demais, grito demais. Sim, eu sou demais. Chata demais, insuportável demais, exigente demais. Sim, eu sou demais. Demais hoje, porque já aceitei pouco. Já diminui, já me culpei, já me cortei, já me instiguei, já me odiei demais. Hoje eu me cobro demais sim, porque já vivi sem querer nada, sem entender nada. Sim, eu sou demais. Exagerada demais, dramática demais, sentimental demais. Vivo meus sentimentos, vivo o demais. Sou 8 ou 80. Frase manjada, frase clichê. Quero tudo e quero nada. Quero o máximo do que conseguir, porque sim, eu sou demais. Ou é tudo ou é nada. Ou é agora ou é nunca. Entendo o tempo, mas sim, eu corro demais.  A gente vive demais e aprende que ser forte é uma coisa grudada na sua alma. Sempre fui forte demais. Sempre soube o que queria e só atrai aquilo que me permiti. Hoje tirei a capa de mulher boazinha de pouco, e me tornei a malvada demais. Porque é assim! Eu sou demais pra muitas coisas e tenho orgulho do ser demai...

Eis o amor

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Eis o amor. Não foi possível pegar, tocar, ver... Não foi possível colocar numa caixa, nem em um esconderijo. Eis o amor. Vindo de dentro para fora. Um mundo invisível de possibilidades infinitas. Onde não há julgamentos. Eis o amor. Na sua criação. De olhos fechados, eu pude ver tudo o que é. De olhos fechados, eu entendi o que era o amor... Na verdade... SENTI! Eis o amor. Tão singelo... que te clama por atenção. Pelo estar presente. Te mostra realidades... Mas todas com um mistério de sentimento. Um incondicional. Eis o amor. Que tanto busquei. Ele estava dentro de mim. E eu não enxergava, pois buscava fora. E eu não enxergava, pois queria racionalizar, metrar, medir, condicionar. Eis o amor. Confiança. Entrega. Um lugar confortável para permanecer. Para saber, já sabendo, que o amor é mais que todas essas letras e significados. É mais que toda a mente racional que bota em paradigmas, doutrinas e esterótipos. Eis o amor. Que mostra suas respostas e te...

Amor é não sentir medo

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Do que você sente medo? Como relaciona o medo nas suas atitudes? Como o ultrapassa? Como enxerga o medo? Quais são suas barreiras e com o que você se limita por medo de algo? O que esse sentimento de medo te trás? Pra mim, o medo é como se fosse uma caixa onde me sufoco. Onde sinto os piores tipos de sentimentos vindo dali... Insegurança, ódio, rancor e mágoas. E saibam, foi do sentimento de medo que muitas coisas vieram a me atormentar. Já está comprovado que o medo é uma das vibrações mais baixas que existem na física quântica. Ele é o oposto da coragem, da fraternidade, da união e principalmente do amor. Mas vale lembrarmos que estamos nessa dualidade extrema onde o medo ainda existe, mas ele precisa ser finalizado. E por que digo isso? Para você ver que o medo também pode ser transformado e transmutado. E garanto que de uma forma bem divertida e simples... apenas se abram para se conhecer-se e aceitem as verdades mais cruéis do seu subconsciente que te leva a ter crenças tão limit...