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Capítulo 55: Renascimento no Caos

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No que me transformei? O que escolhi? Escolhi não ver, escolhi me esconder. Me esconder de mim mesma, fingir saber, fingir que não tinha condições suficientes. Me importar além do que deveria com coisas que não mereciam tanta atenção e ver a realidade dolorosa de uma criança gritando em pânico, de uma adolescente apavorada com o futuro, e de uma adulta cheia de certezas e soberba. Segurando tudo sozinha, porque algumas dores simplesmente não têm explicação. E, mesmo que eu, como escritora, pudesse sintetizar os movimentos da consciência, falar sobre os sentimentos sempre foi algo mais complexo. O grande Saturno retornou à minha vida agora. Sem dó, sem piedade. E me trouxe as consequências de todas as minhas ações: a falta de responsabilidade, de compromisso comigo mesma, a falta de sabedoria para lidar com a dor. Convivi tanto com ela que se tornou minha amiga, minha parceira. Encontrei um jeito fascinante de justificá-la, de torná-la a dominadora das minhas atitudes e ações. Dei a ela...

Fale dele para mim

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Tenho uma teoria para nós dois. Eles não se entendem, dizia a mãe chorosa vendo o choro quieto de sua filha ansiosa, mimada, destruidora, vítima e intensa. "Mas por que ele foi embora mãe?". Para manter os laços estreitos, para não mergulhar, para não viver e por causa do medo. A mãe dizia, sabendo que no fundo, a realidade era o não querer. Era o fato consumado da não aceitação com a negação. Com o não! Enfim não soube. Talvez suas visões estreitas, seus conceitos tão certos, tua jornada encaminhada tenha me parecido, em algum momento, que seria mais um só dia numa cidade. Um só dia no mar, um só dia na cachoeira, um só dia no todo que é amar. Mas sabe... A minha teoria é diferente. Juro que tentei... eu juro... Te ver de outra forma, ser agradável, dar o seus espaços, o seu momento só e sua carniça pedinte pelo meu corpo. Tu não assume que aquilo era mais pra mim do que pra você? Pois é... E o real sentimento é que eu pude ser, fazer, viver o que tinha. Fui eu, me fi...

Perdoe-me

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A pior parte dentro do meu corpo é a consciência. Ela me cutuca e me sussurra todos os meus incômodos. A cada dia consegue me laçar uma corda no pescoço. Sufoca-me em meus próprios defeitos. Dolorosa a minha culpa e como esta consciência me traduz em um ser muito imperfeito. Asfixiada em mil pensamentos. Não consigo raciocinar, nem pensar friamente, calcular menos os danos ao meu interior. Culpo a mim mesma por tudo e capacito ainda mais este medo dentro de mim. E como explicar o que há dentro de mim? Pensamentos magoados que me importunam por não querer ser assim... Mas sou! Sou uma devedora de promessas, de palavras, de integridade... E por mais que conflite diariamente para escapar, sou presa e condenada das minhas reflexões destruidoras. Isso não é orgulho! Dói ainda mais em mim por falar. Por vezes a tentativa de me esquecer é justa e apropriada para o momento. Não há nada pior do que você se enxergar como próprio inimigo. Pensamentos atraem. Pensamentos tem força. E é você...

Tardes de festas vazias não voltarão mais

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Já alerto que hoje o texto não é tão bom! Hoje nada aconteceu. Ainda são 14h de uma quinta-feira normal. Mas tem dias que por mais que nada aconteça, a única coisa que você quer fazer é dormir. Dormir muito. Viver num mundo onde só os sonhos são possíveis. Onde a vida real é o pesadelo. Onde a realidade não me toca e não me alcança. Hoje não teve nada. Sério! Acordei às 4h30 como o habitual. Cansada. Não só fisicamente, mas mentalmente. Moralmente. Cansada de ver uma rotina dentro de mim. Cansada de repetições.  Ao vir para casa, senti a agonia. A agonia do sentir pânico. A agonia de permanecer a mesma. A agonia de sentir tudo de novo. O medo, o arrependimento, a angústia. Porém, como um filme assistido milhões de vezes, eu senti... Tudo de novo. Como um piano caindo sobre minha cabeça. Um peso que até então, achava que tinha sido tirado das minhas costas. Um peso de doer cada pedacinho do meu corpo para mostrar que ele ainda existe, ele ainda está aqui. Esperando a qualqu...

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

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Cada um vive sua vida e traça seu próprio caminho. Essa é a lição que eu tento aprender todos os dias! Eu tento também não culpar ninguém pelas minhas escolhas, e é lógico, pelas consequências que elas trazem. Tento não fazer nenhum julgamento precipitado pelas escolhas alheias. Tento ser ao máximo integra e manter minha verdade dentro de mim... que não, não pertence a mais ninguém. Ela foi construída pelas coisas que vivi, que sofri, que ultrapassei, que desafiei, etc. Ela caminha a cada dia diferente, que muda constantemente conforme vou seguindo... Conforme vou vivendo a minha vida. Jamais quis nada o que é comum, ou o que vem dentro da cabeça dos outros. Sempre estou à procura de algo que me complete ao máximo para eu viver na minha paz e com a cabeça em ordem. O certo para mim, pode não ser necessariamente para você! E isso sempre esteve na minha essência. Respeito pelo próximo e pelas suas vontades é o mínimo que devemos nos proporcionar a aprender todos os dias. A lição que...

"São tempos difíceis para os sonhadores."

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Sonhar faz parte de um processo de luta constante. Infelizmente o outro lado as vezes ganha. O lado que desmorona toda a sua capacidade de manter-se. Mante-ser sonhador e capaz. Aquela coisa de acordar diariamente pensando nas coisas boas, no futuro bom e nas boas ações, por exemplo. Aquela coisa de acreditar! Talvez esta minha história de muro seja só uma coisa fantasiosa da minha mente. Porque tudo ao meu redor me afeta... E muito! Já passei por algumas coisas, que antes me afetavam mais, agora me afetam menos ou não afetam nada. Contudo, parece que a vida dá um jeito de arranjar outra maneira de me cutucar. Essa tal "capacidade". O cansaço, o jeito que levamos a vida, as coisas erradas que acontecem. E quanto mais lemos, mais aprendemos, mais vivemos... parece que tudo deixa de parecer luminoso... parece que deixamos de ser humanos. De ser emocionais. Tudo começa a ser real demais. Dolorido até! Mas aquele dolorido que você acaba se acostumando. A realidade é uma bebida...

Me afogando em pensamentos.

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Sempre tive uma dificuldade imensa para falar sobre mim mesma. Acho que a maioria das pessoas tem isso. Esse peso de se comprometer a alguma qualidade/defeito e essa limitação que fazemos com palavras jogadas. Pode se passar anos e mais anos e você continua com essa dificuldade. Talvez seja nóia minha (tenho muitas), mas gostaria de me expressar abertamente sobre tudo o que sou. Que as pessoas conseguissem ver de verdade quem eu sou por dentro e por fora. Aquela frase de que 'todo mundo guarda um segredo'... pois é. Guardo segredos que talvez alguma vez contei para as pessoas que vivem ao meu lado, mas de fato ainda guardo uma coisa. Na verdade o que guardo?! Talvez eu expresse entre linhas, não de forma clara ou objetiva . Na verdade é tudo tão confuso! Essa solidão guardada no peito me deixa complexada muitas vezes. Mas bem... É tão ruim não saber quem é você de fato. O que quer, o que fazer, o que esperar de si próprio. Eu tento me encontrar nessa loucura e aca...