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Mostrando postagens com o rótulo paixão

A bobagem de amar

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O que poderia ser mais idealista? Cheia de sonhos de você — mexida até a sola do pé pela sua presença, pelo seu cheiro, pelo seu carisma. Rodeada por um sonho platônico de retomada, de paixão, de amor à flor da pele. Cercada pela sua sombra e pela sua luz, coberta por motivos que não têm razão. Talvez esse seja meu pecado: não ter, de início, a sabedoria para lidar com o amor. Mas o amor é assim — meio sem sentido — quando o olhamos além do nosso ego e das feridas magoadas do passado. Será que eu poderia voltar a amar sem as marcas da alma? Será que você poderia não vê-las como tudo o que sou? Será que você conseguiria acolher essas dores que não são sobre você — são sobre o mundo, sobre a vida, sobre o fato de que as coisas, quase sempre, não são como queremos? E eu queria tanto você. Impregnado em mim, na sua perturbação completa, no seu olhar cansado de ver a vida — mas com o carinho de quem ainda acredita. Acredita no bem, na fé, nesse sentimento tão sem sentido e, ainda as...

No dedilhado dele

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No dedilhado dele, eu me desfazia, desnudada de mim. Como podia me arrastar para dentro de seus sons sem sequer me tocar? Um feitiço invisível, um chamado irresistível. A boca desenhava promessas no ar, a língua falava segredos que eu só poderia decifrar em silêncio. O grave do seu baixo reverberava em minha pele, um comando sem palavras, uma potência que me dobrava sem resistência. E eu, perdida e entregue, voltava a viver ali, no pulsar da sua música. Eu dizia—e ainda digo—que o baixo toca o coração. Mas por que o universo escolheu justo você para tocar o meu? Fantasioso, platônico, como deve ser uma paixão que se alimenta do inalcançável. Sua dança no instrumento era um convite à vertigem. Eu queria ser aquela curva, aquela corda. Lamber sua alma com os olhos, pois seu olhar hipnotizou o caos dentro de mim. E então, sua água me trouxe de volta à terra. Ainda respiro, ainda ardo. Com seus dreads como raízes no vento, com seu ritmo embalado em doçura e tempestade. Eu, um e...

Marmita estragada

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Te conhecer foi a dose necessária de respiro. Aquilo que eu estava precisando para me ver melhor... me ver atenta, me ver quente e de novo a sentir coisas que não sentia mais. Te ver foi uma escolha do acaso, ao qual nunca existiu, de fato, acaso nenhum. A carne trêmula, o respeiro ofegante, o cheiro, o corpo, tudo me aproxima a você. Sua cara de marra, sua sagacidade, suas palhaçadas, seus gostos, até a sua falta de inocência... Isso tudo me fazia voltar. Isso tudo cabia a mim um mistério dos céus, ao voltar sentir o mais sentimento vivo da paixão. Que pulsa, que dói e também morde as beiradas deixadas. Tanto que fizemos aqui em casa só nós dois... que causou todo o resto. A partilha diminui, a vontade da sua parte também. E me dói saber que nem ao toque dos beijos eu poderia ter mais... Que ali cabia apenas meu corpo e nada mais. Que os bons momentos eram para manter uma forma persuasiva de continuar a me traçar. A me condicionar a algo que só houve na minha cabeça, que só existiu de...

Ferozmente programada para amar

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Me estima nos teus beijos e me afoga nas suas respirações. Me prende o ar e me sufoca com o desejo. Jure pelo amor, pelo momento e fuja da obrigação. Entenda as minhas nuances claras e também as escuras jornadas que me tive. É porque hoje, eu me tenho mais do que antes. Hoje eu imploro apenas por mim. Seja inteiro como eu também quero ser. Esquece a sutileza do sentimento incapaz de esquecer e finge que gosta só de mim. Prometo fazer o mesmo, por mais egoísta que eu seja. Enfrente essa maré de sentidos todos juntos, fortes e melhores do que aquele pensamento duvidoso. Sente meu toque, sinta meu cheiro. Escuta meus gritos, suaviza com o beijo. Entra por amor. Come minha pele. Enfrenta esse teu achismo sobre o que é... Apenas mergulha no que não sabe. Surpreenda com as novas chances de não entender. Esse é o momento que lhe dou... é o meu maior presente. Te trago, novamente, o poder de sentir mais e cada vez mais. Brilha na sua imaginação e disfarça quando quer mais. ...

Há urgência em estar vivo

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O que é que te deixa sentir-se vivo? Em que momento você sente-se empolgado pela vida que tem e por todas as lições e momentos que viveu? Como gosta de sentir a pulsação do coração? Uma paixão? Um bom livro? Aquele trabalho que te enche de desafios e empoderamento? A sua rotina? Uma viagem? Um beijo roubado? Música? Em que parte do dia você se lembra de viver? Apreciar? Se animar? A vida é um sopro. E que urgência que tenho de viver. De sentir cada pedaço desse caos interno e felicidade por respirar. Por viver cada momento da minha vida com intensidade. Não, eu não quero coisas. Eu quero viver. Sentir os pelos dos braços arrepiados. Sentir frio na barriga pela adrenalina. Sentir a obrigação do fazer melhor todos os dias. Sentir cada raiz do sentir-se vivo... e reconhecer que nossas facetas mais brilhantes se encontram em cada pedaço dessas pequenas coisas... desses meros detalhes. Gosto de sentir a ansiedade de saber que coisas novas estão por vir. Gosto de mergulhar na imaginaç...

Fale dele para mim

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Tenho uma teoria para nós dois. Eles não se entendem, dizia a mãe chorosa vendo o choro quieto de sua filha ansiosa, mimada, destruidora, vítima e intensa. "Mas por que ele foi embora mãe?". Para manter os laços estreitos, para não mergulhar, para não viver e por causa do medo. A mãe dizia, sabendo que no fundo, a realidade era o não querer. Era o fato consumado da não aceitação com a negação. Com o não! Enfim não soube. Talvez suas visões estreitas, seus conceitos tão certos, tua jornada encaminhada tenha me parecido, em algum momento, que seria mais um só dia numa cidade. Um só dia no mar, um só dia na cachoeira, um só dia no todo que é amar. Mas sabe... A minha teoria é diferente. Juro que tentei... eu juro... Te ver de outra forma, ser agradável, dar o seus espaços, o seu momento só e sua carniça pedinte pelo meu corpo. Tu não assume que aquilo era mais pra mim do que pra você? Pois é... E o real sentimento é que eu pude ser, fazer, viver o que tinha. Fui eu, me fi...

Cartas de amor para um desconhecido

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Quando eu me declarava romântica, era normal fazer várias cartinhas de amor para o namoradinho do colégio. Era normal escrever o nome da pessoa no caderno rodeados de corações. Era lindo receber uma declaração em público, mesmo que aquilo me aniquilasse de vergonha. Era fácil entender um amor platônico e era aceitável desejá-lo. Era precioso o tempo da intensidade que vivia... podia ser um mês, uma semana, um dia, um minuto. Aquilo tudo era o que preenchia meu coração de esperança de um amor. Hoje escrever cartas é ultrapassado. É brega. E o ego e a vergonha do sofrimento me cobriu tanto que demonstrações de amor me dão ânsia de vômito. Não tenho paciência. E o niilismo falso impregnado pela minha razão está fora do controle. Ele me corrói tanto quanto a tragada do cigarro que me mata a cada dia. Destrói a minha esperança, o meu amor próprio.  - Mas óh desconhecido... quando apareceras para me dizer que estou errada? O que mudou?! Além do medo do desconhecido e do tão próximo...