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Café em xícara de chá

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Ela gostava de tomar café em xícaras de chá. Se satisfazia com um dia de sol e sua possibilidade de ver as folhas caindo da árvore. Sabia que no fundo, as coisas estavam certas, pois o teu coração vibrava com a chance de ser e realizar. Ver as coisas vindo até você como a literal natureza. E os seus ciclos. Ela sentava com seu café e conversava com os preto veio que vinha sempre dar uma palavra de luz e sabedoria para aqueles tempos tão confusos. Apesar de ser tudo novo, a mania de querer controlar pequenas coisas é o que nos afasta das boas surpresas da vida. É o que nos limita a mente. Que é limitante, que não consegue ter todas as respostas do mundo. E para que precisaria? Para que saber de cada passo, de cada rotina, de cada aprendizado? Para que se ansiar por algo que nem foi, nem é? Para que se descontrolar por meros achismos e certezas que não existem? Aqui ela jazia sua simplicidade em coisas mais pequenas. Olhar as plantas, ter um dia com os gatos, comer pão na chapa e depois ...

Universo

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Ao benefício próprio brindar A falsa paz ideológica dizer buscar Fico a procura do equilíbrio, aprenda Para que minha consciência não se dissena Os prédios em construções mais largas Evoluem em mim a dor da dispensa A dor do século é amarga Como uma perda de uma pessoa amada O medo a cada instante me corrói Lisérgico, amargo e controverso Dentro do mundo, me vejo disperso Sem entender o que é de fato o certo Posso dizer o que o meu coração reclama Mas a vida aqui na terra parece ser tão plana Momentos a mais que geram a discórdia Como a fuga diária que não me concórdia Estou aqui querendo sair  Para qualquer lugar que sinta o existir Não é por ser ou querer ou ver E sim por evoluir, construir e crescer Jamais verás as luzes do escuro Saiba se proteger da maldade do mundo O ser que vampiriza seu poder Em busca apenas de ver o amor morrer Queira o bem apesar dos poréns Aqui não há espaço para reféns Não há vitima e sim...

Perfeita e imperfeita ordem

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Há dias que queria o mundo Outros que queria só um pouco Aquele velho disco Aquele mar indo e vindo Há dias que queria mais O suor da dança A cadeira de praia que balança E os detalhes infinitos do seu cais Há dias que queria a paz Fui procurar no amor Que nele não tinha tremor Então vi que não era capaz Há dias que pude ter aquilo tudo E com receio do custo Do medo da dor e do percurso Fiz promessa pro absurdo Há dias que sonhei em ter E vi que não era aqui A ansia do meu ser Há dias que busquei a paz Mas na verdade ela não era algo que vinha de trás Há dias que tenho coragem Escrevi nos cadernos a necessidade Tentei mudar a minha abordagem Mas ai, então, vi que já era tarde Há dias que sonho com a mais plena luz Alegre de permitir, de manter, de aceitar Agradecer a cada minuto que me conduz Há dias que sonho com as sombras E nelas encontro ainda mais sobre ser Ainda mais sobre rec...