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No casulo das emoções

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Estou neste casulo minúsculo. Presa a uma fantasia milagrosa, num espaço oco, pequeno e superficial. Tão fino quanto uma folha de papel. Meu movimento não é sagaz, nem disruptivo... é mais do mesmo. É uma repetição de conjuntos infelizes e sem significado algum. E o que sempre me matou foi não ter sentido ou propósito. A realidade foi ver o que existia dentro de fato deste casulo. Nada mais que peças sem conjuntos, sem complemento. Seria como um lego que não se encaixa em mais nenhuma parte. E eles tão jogados no chão, com suas disparidades que não grudam em nada. Não servem para nada além de ocuparem esse espaço pequeno e machucarem os pés. Tão trucidante quanto pisar em cascas de ovos quebrados. Em vidros dilacerados pela raiva. Me fragmentei em pequenos pedaços de nada. De nada me serve a ansia, de nada me serve o conhecimento, de nada me serve a máscara que usei. Tudo está no caos. Quebrado e disparado como um cristal sem recuperação. A borbuleta saiu do casulo e morreu. Morreu em ...

Mergulhe

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A gente fica aqui tentando sentir algo para poder viver, e não apenas passar pela vida em branco com marcas que nunca existiram. Parece que nunca é o bastante. Nunca passa de um raso sentimento de próspera esperança de sentir e de amar. Chega a ser sufocante este fundo que me enfiei. Mergulhada em diversas expectativas, mas elas não podem ultrapassar a vontade. Elas não podem me ultrapassar na razão, que é rasa e que não preenche. Eis a fase do equilíbrio.  Viver custa caro! Viver e mergulhar me tira o ar porque foi assim que decidi viver. Porque não sentir é como não viver. Você não consegue dimensionar fora deste peito que bate apertado na ânsia de não parar. Mas ficamos aqui, meros acasos fechados em cercos racionais totalmente fora de padrões porque foi assim que deveria ser... ou não. Tanto faz. Se 'não sentir' é padrão ou não, para mim nunca foi normal não viver. Não ter diversas sensações e intuições gritando ao meu ouvido e mente. E por que não sentir? Porque dá trabalh...

Uma flor

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Uma flor. Arrancar de suas raízes, dói. Mas regada com amor, floresce. Os mais belos cheiros e folhagens. Admirada, contemplada, venerada. Regada com a forma sublime das gotas d'água. Ela também têm espinhos. Mas nem eles tiram sua essência. Sou rosa, sou vermelha, sou mulher... Crescendo em terreno fértil... Sentir a brisa do vento, nos caules bem plantados e nas fibras bem alimentadas. Mergulhar em águas saudáveis e também intensas das tempestades. Sentir as chuvas de verão em minhas folhas. Crescer. Viver a contemplar, emitir beleza, força e doçura. Onde estar. Arrancada dos seus próprios pés. Maltratada e pisada. Servindo a fantasiar egos... dói. Mas resisto. Respirar terras, sentir movimentos, cheiros e receber visitas dos pássaros. Uma flor. Observar camadas pétalas e seus formatos singulares. Sou rosa, que cresce e se transforma. Que há espinhos mas que adora. Que existe para emitir a sua criação. Que existe só para ser Uma flor.

Toda palavra faz mesmo diferença, se virar ação.

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Acho tão engraçado como as pessoas falam das coisas. Tipo... Vocês que estão lendo esse texto, ou já pararam para ler outro, podem achar que sabem o que me acontece. A real é que são várias fitas juntas. Como já dizia Criolo: "cada coração é um universo e ainda tem que bombar o sangue." As realidades são diferentes gente. Ninguém ta aqui com a fórmula secreta da paz não. Cada pessoa tem uma missão, mas a meta final é a mesma... Vivermos no "paraíso". Pode se nomear descrente, ateu, agnóstico, cristão o que for... Te respeito e já fui todos eles hahahahah... mas a ideia é que a gente gosta de bater no peito falando sobre as coisas. "Pq eu sei, você não sabe de onde eu sou, você não sabe o que é sofrimento, eu já vivi coisas piores, você não sabe o que vai te acontecer." A real mesmo é que se a gente quer, a gente faz. E as nossas história são diferentes... cada um aceita o que vive. Cada um atrai o que sêmea. Eu sou grata a todos os amigos e pessoas que D...

A doença da boa imagem

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Acabei de assistir o documentário "Muito Além do Peso" da  Estela Renner. E faz um tempo que eu queria escrever  que tenho sobre qualidade de vida e peso. Essa coisa de imagem. V ou contar com as minhas próprias priori sobre a sensação grotesca dades, já que não é questão de ciência aqui, e sim um simples relato do que sobrevivo. Eu me lembro muito bem quando fui chamada de gordinha pela primeira vez. Todo meu mundo se transformou num pedaço de merda. Afinal, não era isso que eu queria ser. Eu queria ser artista, televisionada, atriz. E as mais belas atrizes eram magras! Às mulheres mais bonitas e sexys do mundo eram modelos magras na década de 90.  Então todo o meu desejo era me transformar numa celebridade fanática e absurdamente linda = MAGÉRRIMA.  Lógico que algumas coisas mudaram. Eu não quero mais ser celebridade, não quero mais ser atriz... Mas uma coisa de fato nunca mudou.... Nunca fui magra.  Desde que me conheço por gente tenho uma bu...