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Soltar

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Desde de quando desvirtuamos? Desde quando perdemos a nossa própria humanidade? Com a gente mesmo, com os outros... Onde foi que aconteceu?  Quando fomos que vestimos essas máscaras de pessoas perfeitas e certas sobre tudo? Controladores, extremamente magoados com a vida. Com medo da vida... Com medo de nós mesmos. Quando foi que abandonamos nossa criança? Nosso lado mais sútil e gentil? Onde foi que criamos essas enormes cascas e feridas e deixamos elas lá sempre gritando e tomando a frente. Desde quando são essas as nossas vidas? Pela dor? Pelo cansaço? Pelo medo? Onde foi que perdemos a nós como seres únicos? Como a qualquer parte que tem valor. Que tem qualidade e amorosidade... Como uma criança... Que cresce vendo o mundo sem maldade e experimenta a vida. Descobre sabores, jeitos, costumes, texturas, gostos, formatos. Anda, cai, anda, cai, anda e cai mais uma vez. Continua fazendo até conseguir. Quando foi que paramos de nos aceitar experimentos da vida? De crescimento, de des...

Demais

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Sim, eu sou demais. Falo demais, articulo demais, grito demais. Sim, eu sou demais. Chata demais, insuportável demais, exigente demais. Sim, eu sou demais. Demais hoje, porque já aceitei pouco. Já diminui, já me culpei, já me cortei, já me instiguei, já me odiei demais. Hoje eu me cobro demais sim, porque já vivi sem querer nada, sem entender nada. Sim, eu sou demais. Exagerada demais, dramática demais, sentimental demais. Vivo meus sentimentos, vivo o demais. Sou 8 ou 80. Frase manjada, frase clichê. Quero tudo e quero nada. Quero o máximo do que conseguir, porque sim, eu sou demais. Ou é tudo ou é nada. Ou é agora ou é nunca. Entendo o tempo, mas sim, eu corro demais.  A gente vive demais e aprende que ser forte é uma coisa grudada na sua alma. Sempre fui forte demais. Sempre soube o que queria e só atrai aquilo que me permiti. Hoje tirei a capa de mulher boazinha de pouco, e me tornei a malvada demais. Porque é assim! Eu sou demais pra muitas coisas e tenho orgulho do ser demai...

Menina

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Aquela menina... Que tanta acreditava que a vida poderia ser um incrível contos de fadas, viu que muitas vezes deixou de ser princesa e virou a bruxa. Aquela menina... De tanto observar, reparou que o mundo tinha uma coisa cruel incontrolável no coração do homem que não sabia entender. Mas teve que viver a experiência para sentir na pele o quanto horrível pode ser. Aquela menina... Com sonhos, desenhos e fantasias exuberantes, sentiu a dor de uma vida levada em busca de coisas solúveis. Sentiu a dor da derrota mascarada de busca conduzida. Sentiu que os caminhos deveriam ser traçados sós e por pura determinação de escolha própria. Aquela menina... Se fez crescer antes do que deveria, como muitas que assim também o fazem, por sentir toda a toxidade de viver num mundo coberto de mentiras e falsidades. Aquela menina... Nunca de fato desistiu de ser uma menina. Uma criança que se joga no novo, que experimenta, que determina e que não tem medo. De fato, nunca desistiu de sonhar, a...

A sua liberdade está no autoconhecimento

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A luz é uma coisa maravilhosa! Posso dizer, que já pude ver e sentir a luz de uma forma tão pura que vocês podem até desacreditar o quanto essa vida é simples. O que complica mesmo é a nossa cabecinha hehehe. Posso dizer também, com uma certeza profunda do que senti, é que já vi também o escuro. Todas as nuances de um caminho trevoso (e confesso um pouco assustador, rsrsrs). Entretanto, esse é o caminho para a real libertação. O autoconhecimento! Já me diziam que a estrada para o autoconhecimento era dura, mas necessária para a evolução e quebras de todos os tipos de comportamentos que continuamos praticando, esperando ainda, numa doce ilusão, que poderemos conseguir resultados diferentes. É aquela matemática: "A ordem dos fatores não altera o produto". E não mesmo. Podemos tentar, tentar, tentar, porém se continuarmos a estar na mesma energia, nos mesmo motivos duvidosos, na mesma prática da equação, o resultado será o mesmo. Nada mais óbvio, então, do que mudar e te...

Arma de destruição em massa

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Agora tudo está em conflito. Todas as ideias, sonhos, conquistas, perdas, valores e princípios. Diante disso, me prendo em qualquer afeto que me é dado e esqueço o outro ser. Por puro egoísmo e fraqueza. Me agarro pois nenhum sentimento agora é concreto, apenas aquele momento. Os sentimentos florescem dentro de mim e se esvaziam tão rápido como chegam. O pequeno afeto que vira um borbulhão. Um onda de prazer e esperança. Que em breve vira desprezo e ilusão. Todos os sentimentos, raiva, carinho, desejo, desprezo. Tudo que bate com intensidade e se vai como se nunca tivesse existido. .A vida me trouxe situações e eu os transformei em problemas. Por escolha. Por medo de não tentar ou não fazer, ou até mesmo por não aceitar o "não superei'. Questões todas. E a humilhação me arrasta de novo. Me quebra e corrompe. No sofrimento a vontade de não desistir, mas com as mãos na lâmina. Tudo é confuso e ganancioso. Complexidade e ambiguidade. No meu ego quebrado e frág...