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Vaga-bunda

Eu permaneço em silêncio, porque há palavras que só o vazio consegue dizer. E na ausência de som, a verdade ecoa: nunca houve amor de verdade, nunca houve o sentir profundo que me prometiam seus olhos. Eu era um troféu na sua prateleira de conquistas, uma prova da sua habilidade de se sentir capaz, não comigo, mas através de mim. Agora, ao olhar suas nuances, percebo que o que existia era dor disfarçada de cuidado. Você se vestia como um herói, mas no fundo só buscava salvar a si mesmo. A maior mentira foi o que você chamou de amor. Era controle, era desejo de moldar. Meu jeito de falar, minhas roupas, meu passado, meus vícios — tudo precisava ser refeito, ajustado à sua medida. Nada era suficientemente verdadeiro aos seus olhos. E ainda assim, quem mentiu não fui eu. Foi você, que me fez acreditar que cuidar de mim era amor, quando nunca foi. Sempre foi sobre você. Sobre suas feridas, suas inseguranças, seu medo de enfrentar o que escondia dentro de si. Você projetou em mim sua busca ...

A profundidade feminina

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Vê-la foi um sentimento de acuamento... Onde existia ali um pedido de sentir. Um pedido de desejo, um pedido de amor. Seu sorriso quando me viu foi instantaneo. Parecia que ela me via além daquilo. E eu a via além daquilo. Os amores se viram nos nossos olhos e sentimos uma afinidade profunda.  O amor feminino é diferente. Ele supera coisas além do não dito. Os olhares se falam mais que o toque; Os sentidos ficam obsoletos. O jeito é complexo, profundo. Não se sabe diagnosticar. Apenas sentir. A gente quer sentir sabe!? A gente quer jogar nossos caminhos em incertezas para ter a doçura do inesperado. Fazia dança com os olhares daquele que necessitava de um carinho de amor. E quem nunca? O amor desta mulher era pedinte e necessitado. Ao mesmo tempo, era dócil e gentil. Como se fosse puro e genuíno apenas um encontro. E foi... só é.  Eu podia ver todas as suas tragédias em seus olhos. Podia ver o quanto estava em reconexo com aquilo que foi esquecido dentro de si. Porque de fato,...

Marmita estragada

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Te conhecer foi a dose necessária de respiro. Aquilo que eu estava precisando para me ver melhor... me ver atenta, me ver quente e de novo a sentir coisas que não sentia mais. Te ver foi uma escolha do acaso, ao qual nunca existiu, de fato, acaso nenhum. A carne trêmula, o respeiro ofegante, o cheiro, o corpo, tudo me aproxima a você. Sua cara de marra, sua sagacidade, suas palhaçadas, seus gostos, até a sua falta de inocência... Isso tudo me fazia voltar. Isso tudo cabia a mim um mistério dos céus, ao voltar sentir o mais sentimento vivo da paixão. Que pulsa, que dói e também morde as beiradas deixadas. Tanto que fizemos aqui em casa só nós dois... que causou todo o resto. A partilha diminui, a vontade da sua parte também. E me dói saber que nem ao toque dos beijos eu poderia ter mais... Que ali cabia apenas meu corpo e nada mais. Que os bons momentos eram para manter uma forma persuasiva de continuar a me traçar. A me condicionar a algo que só houve na minha cabeça, que só existiu de...

Olhando o mar

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Ô mar que trouxe o amor para mim Há de vê-lo longe por mais tempo O dia se pôs e eu perdi o jeito Como um menino de frente pro medo Mas empolgado com o receio Ô mar que trouxe o calor pra mim Eis me fechada, parada no cais Esperando a onda encher meus ases Eis a terra firme para me subjugar incapaz Ó mar por que fazes assim? Tão singela e tão simples Me faz erguer sobre mim E eu me perder em ti Ó mar o meu desejo que o vento ouviu Trouxe de volta a promessa pra Senhor do Bonfim Recolocou no eixo o navio a afundar Mas nos mares distantes só o prazer encontrar Ô mar me fez sentir o fogo Das lenhas antes umedecidas, molhadas pelas águas dos céus E o vento secou e aflorou o ar deste calor Vindo de mim e de você Num infinito presente do estar no agora Apenas saboreando Essa deliciosa poesia de ser Ô mar... Tira esse amor de mim Não é ele quem me deu Não devo mais sentir o seu cheiro Pois o começo já teve um fim Ô mar, será que posso amar? Me diga se mere...

Amor é não sentir medo

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Do que você sente medo? Como relaciona o medo nas suas atitudes? Como o ultrapassa? Como enxerga o medo? Quais são suas barreiras e com o que você se limita por medo de algo? O que esse sentimento de medo te trás? Pra mim, o medo é como se fosse uma caixa onde me sufoco. Onde sinto os piores tipos de sentimentos vindo dali... Insegurança, ódio, rancor e mágoas. E saibam, foi do sentimento de medo que muitas coisas vieram a me atormentar. Já está comprovado que o medo é uma das vibrações mais baixas que existem na física quântica. Ele é o oposto da coragem, da fraternidade, da união e principalmente do amor. Mas vale lembrarmos que estamos nessa dualidade extrema onde o medo ainda existe, mas ele precisa ser finalizado. E por que digo isso? Para você ver que o medo também pode ser transformado e transmutado. E garanto que de uma forma bem divertida e simples... apenas se abram para se conhecer-se e aceitem as verdades mais cruéis do seu subconsciente que te leva a ter crenças tão limit...