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Mostrando postagens com o rótulo mulher

The doll people

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The doll people are not men They are made of ass and glass Our skin is clay and painted blue Our head can detach We are statues with a pulse We are art you can fuck The doll people are quiet What is there to say? Art does not interpret itself There are men with a day to save We are paintings with legs We are art you can fuck Drink the dolls Legs spread like butter We are wife, whore, mistress, maid, mother The beauty and the buyer, take the screaming one because A woman who doesn't want it is much hotter than one that does Wife, whore, mistress, maid, mother Wife, whore, mistress, maid, mother The doll people are alive! Or so they say You can never trust Never trust the art these days To be admired takes precedence over admiring To be desired takes importance over desiring Drink the dolls Legs spread like butter We are wife, whore, mistress, maid, mother The beauty and the buyer, take the screaming one because A woman who doesn't want it is much hotter than one that does Paint ...

Sou numa noite, espectro.

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Não sou do seu clã. Não caibo aqui. Nem ali. Sou um espectro entre mundos, um esboço desalinhado no traço fino da conveniência. Não vim para caber no seu suposto querer. Sou do toma lá, dá cá—mas minhas moedas são farpas e meus trocos, facas cegas. Não mereço seu tempo, seu olhar... Muito menos sua disposição. Meu reflexo nem sequer vale o espelho em que se deforma. Nunca vali. A fuga sempre me seguiu como sombra leal, sussurrando promessas de esquecimento. Se não corro, afundo. Se fico, me afogo. Melhor ir, antes que me entupa de ilusões baratas vestidas de amor, esses trajes de segunda mão que sempre caem mal no corpo da verdade. Nasci com uma navalha entre os dedos, aparando excessos, cortando sentimentos envenenados. Separando a carne podre da fantasia romântica. Mas quem sou eu? O que são minhas palavras, senão ecos surdos de um pedido de socorro que ninguém ouve? Buscando o salvador da minha pátria. Buscando o salvador da minha libido, soterrada sob camadas de ódio e medo. D...

Elementar Natural

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A brisa me leva como um friso leve da existência. O vento, impalpável e feroz, revela a potência do invisível. Nas minhas tempestades – chuvas, trovões – me encaixo nas rachaduras da vida, sou sopro e fúria, força ensurdecedora que impõe respeito. Como Mainha, sou transformação, sou transmutação. Oh, dona dos ventos, rainha dos raios, sigo teu rastro. No mar, me acolho. Me dissolvo no oceano cósmico. No princípio de tudo, no fluxo pulsante da química da criação. Admiro sua cor, sua grandiosidade, sua transparência que engana, seu temperamento indomável. Leveza, destreza, um movimento único, arrepiado pelo vento. No mar, me deixo levar. No mar, me encontro no lar. Na terra, encontro firmeza. Seu cheiro invade minha alma. Ela cuida, nutre, se entrega sem reservas. Me extasio em sua lama viva, que pulsa, renova, recria. Diante dela, sou pequena, um bebê diante do grande ancestral. As árvores crescem, silenciosas, mas cheias de sabedoria, raízes profundas, braços erguidos, se...

Noiva em fuga

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Que belo espetáculo. Lá estava eu, cumprindo a pressão social com ares de dignidade. Era isso que eu queria, não era? Estar vestida para me "tornar" uma mulher completa. Ou seria uma mulher domesticada? Será que, com aquele vestido de rendas sufocantes, eu finalmente conseguiria me enxergar além do que eu deveria ser? Ou só afundaria mais na farsa? O aroma enjoativo das rosas amarelas me abraçava no buffet, misturado ao doce sufocante das margaridas, quase me fazendo vomitar. Era um grande salão—repleto de margaridas, lírios, tulipas, gérberas, e folhagens tão verdes e ricas que quase brilhavam de tão perfeitas. Tudo exalava beleza e harmonia, mas dentro de mim só ecoava uma palavra: desespero . Aquilo parecia tão errado. E era irônico, porque eu já deveria estar acostumada a essas cerimônias. Afinal, quantos casais radiantes eu já não fotografei, cheios de alegria e promessas de felizes para sempre ? Mas agora, era a minha vez e eu me sentia como um animal em uma gaiola dou...

Capítulo 55: Renascimento no Caos

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No que me transformei? O que escolhi? Escolhi não ver, escolhi me esconder. Me esconder de mim mesma, fingir saber, fingir que não tinha condições suficientes. Me importar além do que deveria com coisas que não mereciam tanta atenção e ver a realidade dolorosa de uma criança gritando em pânico, de uma adolescente apavorada com o futuro, e de uma adulta cheia de certezas e soberba. Segurando tudo sozinha, porque algumas dores simplesmente não têm explicação. E, mesmo que eu, como escritora, pudesse sintetizar os movimentos da consciência, falar sobre os sentimentos sempre foi algo mais complexo. O grande Saturno retornou à minha vida agora. Sem dó, sem piedade. E me trouxe as consequências de todas as minhas ações: a falta de responsabilidade, de compromisso comigo mesma, a falta de sabedoria para lidar com a dor. Convivi tanto com ela que se tornou minha amiga, minha parceira. Encontrei um jeito fascinante de justificá-la, de torná-la a dominadora das minhas atitudes e ações. Dei a ela...

Carta aberta

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Querida Thaiane, Escrevo para você de um futuro onde as cicatrizes estão mais visíveis, mas o coração, mais leve. Escrevo para você que se perdeu em tantas dúvidas, que se olhava no espelho tentando entender o que em você não era suficiente. Foi por tantas palavras jogadas ao vento, por olhares que não te enxergavam, e pelo peso de um estigma cruel que você foi convencida a carregar. Quantas vezes questionei minha autenticidade, minha liberdade de ser quem sou? Me diziam para ser algo menor, algo que coubesse nos limites dos outros. Me chamaram de tantos nomes, me rotularam como desajustada, como uma mulher perdida por simplesmente existir. E eu, naquela época, aceitei. Aceitei porque, como tantas outras mulheres, fomos convencidas de que nosso valor depende de sermos validadas externamente. Ele entrou na sua vida como uma tempestade silenciosa, não te respeitou, não enxergou sua profundidade. Para ele, você era apenas uma pausa entre suas próprias inseguranças, um eco de seus desejos ...

O homem comum

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Malograda na vida e nas minhas próprias escolhas como tal. Incapaz de ver além do que eu mesma me tornei e me fiz até então. Que caos poderia ser evitado se não estivesse cheia de culpas e incapaz de ver a realidade como ela é. Tão frágil a ponto de não saturar a si mesma e a velha conduta do realizar. Fazendo as coisas por determinada condução... nunca pelo fato da coragem de apenas falhar e não pertencer. Vivendo em constante busca por algo que nunca encontrei em mim mesma. Destruída com as minhas próprias ambições infantis e ingênuas da vida, acreditando fielmente que ali estariam as minhas ânsias e vontades de levantar e sobreviver. Diante de uma força tão destruidora que me faz ver o quanto sou mesquinha, o quanto sou egoísta e o quanto não consigo rever esta ideia sobre mim. E que com os anos passando, me vejo não tão boa filha, não tão boa pessoa e muito menos não tão bom ser humano. E por que deveria me chocar? O viés do meu auto engano chegou até mim de forma a trucidar cada s...

A alma não tem data de vencimento

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Observando o que eu alimentava. De certa forma, meus desejos e vontades davam força a este ser. Era como se eu vivesse em cima de uma ilusão percussora deste alimento. Eu alimentava esta ilusão, este demônio foi criado por mim. Agora estou aqui cheia de mal uso. Como um produto velho e usado. Repassado de mão para mão. Passado de pau para pau. Vestida de meretriz como eles gostariam e transbordando limites, cascos e feridas. Tratada como um produto vencido. Jogada a nada como se fosse desprezível o que sou além deste corpo. Mas eu entendi o meu valor e o vício de desejos saciados... me levou de novo de frente comigo mesma. De fato o que eu quero? Por que quero? Será que eu realmente preciso disso? Para ocupar um vazio que eu mesma me alimentei? O vazio e a completude infinita de não pertencer a nada. Da magnitude de não ser permanente em absolutamente nada. O que dói é o uso do meu corpo como um monumento raro mas quebrado. O que se faz com isso? Ignorada, dispensada e em cacos. De...

Crua e pronta para jantar

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Opa, pode parar...  Nem começou e eu já quero passar Aqui não me preenche, porém eu tenho que falar  uma merda singela para você não captar Eu fico ali parada buscando acertar  aquilo que você quer ouvir Mas nunca serei capaz de agradar  a sua intenção de ir Que mundo perfeito seria se eu fosse aquela que te encaixa, né? Aquela que aguenta tudo calada, né? Aquela que faz o café, o almoço e a janta também, né?  O lanche tem que tá preparado e de quatro pra mais tarde, né? Aí a gente pira...  Também não é para mais... Porque só o carnal não me satisfaz E eu que a vida inteira quis ser perfeita Agora o que eu quero é sair dessa sarjeta Tô sempre arrumada falando educada... mas que bela moça Unhas feitas, dias perfeitos, sempre sorrindo mas que bela trouxa  Porque a gente fica lá remoendo e cabendo onde não é E a vida mostra na pior dor o que só se quer A moça cabou morou? Agora vem a doida Tô aqui pra incomodar  Porque se não for eu nem vou colar Se ...

Menina

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Aquela menina... Que tanta acreditava que a vida poderia ser um incrível contos de fadas, viu que muitas vezes deixou de ser princesa e virou a bruxa. Aquela menina... De tanto observar, reparou que o mundo tinha uma coisa cruel incontrolável no coração do homem que não sabia entender. Mas teve que viver a experiência para sentir na pele o quanto horrível pode ser. Aquela menina... Com sonhos, desenhos e fantasias exuberantes, sentiu a dor de uma vida levada em busca de coisas solúveis. Sentiu a dor da derrota mascarada de busca conduzida. Sentiu que os caminhos deveriam ser traçados sós e por pura determinação de escolha própria. Aquela menina... Se fez crescer antes do que deveria, como muitas que assim também o fazem, por sentir toda a toxidade de viver num mundo coberto de mentiras e falsidades. Aquela menina... Nunca de fato desistiu de ser uma menina. Uma criança que se joga no novo, que experimenta, que determina e que não tem medo. De fato, nunca desistiu de sonhar, a...

Uma flor

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Uma flor. Arrancar de suas raízes, dói. Mas regada com amor, floresce. Os mais belos cheiros e folhagens. Admirada, contemplada, venerada. Regada com a forma sublime das gotas d'água. Ela também têm espinhos. Mas nem eles tiram sua essência. Sou rosa, sou vermelha, sou mulher... Crescendo em terreno fértil... Sentir a brisa do vento, nos caules bem plantados e nas fibras bem alimentadas. Mergulhar em águas saudáveis e também intensas das tempestades. Sentir as chuvas de verão em minhas folhas. Crescer. Viver a contemplar, emitir beleza, força e doçura. Onde estar. Arrancada dos seus próprios pés. Maltratada e pisada. Servindo a fantasiar egos... dói. Mas resisto. Respirar terras, sentir movimentos, cheiros e receber visitas dos pássaros. Uma flor. Observar camadas pétalas e seus formatos singulares. Sou rosa, que cresce e se transforma. Que há espinhos mas que adora. Que existe para emitir a sua criação. Que existe só para ser Uma flor.

Da mulher...

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Da mulher. De tanto amor que da, de tanto amor que quer. Da mulher. Aquece o coração... da a ele o que ele tanto quer. Da mulher. É de nós a cura, é de nós a vida, é de nós o amor. Da mulher. Chora, rasga, grita e se limpa, se livra da dor. Da mulher. Da mais a eles a sua sabedoria ancestral. Da mulher... Ensina, espera, colhe, ajuda, cria, alimenta, da mulher! Ser mulher é sim uma benção. Ser mulher é gerar, é criar, é entender... É esperar. Entender todos os ciclos. Já que acreditam que sentimento é coisa de mulherzinha... que seja. Que seja nosso o poder de sentir e distribuir. Sim! Distribuir o que temos de sobra dentro de nós. Dentro da geração, dentro dos segredos das nossas fases, dentro do inconsciente do nosso útero e dentro de todo nosso poder do coração. Distribui esse amor disfarçado! Da mulher. Distribui perdão, tempo, calma e paciência. Da mulher. Fala o que sente sim, fala tudo o que tem. Da mulher. Olhe as outras mulheres, aprecie a beleza delas. Da mu...

Desafio você a se amar

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Para quem acompanha as redes sociais, já deve ter visto a última corrente da vez. O desafio das meninas colocarem uma foto qualquer, sem maquiagem e (para piorar) sem filtro. Sem me surpreender, mais uma vez, vi comentários ridículos, situações bizarras e até coisas ofensivas para nós mulheres que sofremos constantemente com a cultura da beleza. Já escrevi sobre isso, mas achei propício o assunto e como sempre polêmico. Comentários machistas e nojentos, vindo de nós mesmas, mulheres que já passaram por alguma descriminação, ou qualquer coisa do gênero. Já reparou como nós (mulheres) criticamos a nós mesmas? Isso nunca foi segredo. Talvez a grande pergunta realmente seja por que fazemos isso. Já vivemos numa sociedade opressora, machista e etc etc etc, e ainda complicamos mais as coisas sustentando esses vícios de atitudes. Pois sim, fomos ensinadas a competir. Ensinadas a sempre querer mais que a coleguinha ao lado. E isso, por incrível que pareça, ainda está próximo no cotidiano ...

Mulheres de atenas

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Mulher que gosta de sexo é vagabunda. Mulher que não gosta de ter compromisso é puta. Mulher que é independente, que paga suas contas sozinha é mal amada. Mulher que não tem um relacionamento estável é encalhada. Mulher que não tem filhos é inútil.  Mulher que trai é vadia. Mulher que dá em cima de homem comprometido é vaca. Mulher mais velha que não é casada é frustada. Tantas e tantas outras formas de entender a situação que NÓS mesmas ainda nos colocamos. Não quero pagar de feminista, porque não sou. Tenho ainda todos os requisitos de uma mulher que quer se encaixar dentro dessas badernas todas. Mas fiquei pensando, em como nós mulheres, somos condicionadas a não ter opinião e nem vontade. É triste. Mesmo tendo essa evolução nos pensamentos das mulheres, a gente ainda vê, e muito, a parte machista dominando. Estou falando isso pela própria atitude de nós, mulheres... somos ensinadas a ser omissas. Por que mulher que fica solteira é encalhada? E o homem é ...