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Mostrando postagens com o rótulo alma

Sufoco em lençóis de linho fino e largo

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Sufoco em lençóis de linho fino e largo. Fui vendida pelo diamante do sangue. Arrastada por essa Matrix que suga até a última gota, até o último suspiro de quem ainda insiste na ilusão do temporário — e na urgência de não desfrutar, nessa ignorância tão incrivelmente vestida de verdade. Estar aqui, na Terra, é calçar uma calça apertada demais. É prender o ar no peito pra caber no molde. É estar enforcada por dentro, içada por ganchos invisíveis, mexida até a última dor de existir. Mas... que vida é essa? A vida que só vê o brilho do ouro nos dentes, e não enxerga o que realmente importa. Jogada, amarga, completamente só. Só eu posso resolver meu pequeno e humano dilema. Enquanto tantos sangram por falta de um olhar, de um toque, de um “eu te vejo”. Em montanhas, tento alcançar a Lua — um desejo quase real, quase ridículo. Porque a maior ilusão é o sonho da Terra. E eu sei que, em outros paralelos, eu voo. Encanto flores. As árvores conversam comigo. Os pássaros canta...

A alma não tem data de vencimento

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Observando o que eu alimentava. De certa forma, meus desejos e vontades davam força a este ser. Era como se eu vivesse em cima de uma ilusão percussora deste alimento. Eu alimentava esta ilusão, este demônio foi criado por mim. Agora estou aqui cheia de mal uso. Como um produto velho e usado. Repassado de mão para mão. Passado de pau para pau. Vestida de meretriz como eles gostariam e transbordando limites, cascos e feridas. Tratada como um produto vencido. Jogada a nada como se fosse desprezível o que sou além deste corpo. Mas eu entendi o meu valor e o vício de desejos saciados... me levou de novo de frente comigo mesma. De fato o que eu quero? Por que quero? Será que eu realmente preciso disso? Para ocupar um vazio que eu mesma me alimentei? O vazio e a completude infinita de não pertencer a nada. Da magnitude de não ser permanente em absolutamente nada. O que dói é o uso do meu corpo como um monumento raro mas quebrado. O que se faz com isso? Ignorada, dispensada e em cacos. De...

Demais

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Sim, eu sou demais. Falo demais, articulo demais, grito demais. Sim, eu sou demais. Chata demais, insuportável demais, exigente demais. Sim, eu sou demais. Demais hoje, porque já aceitei pouco. Já diminui, já me culpei, já me cortei, já me instiguei, já me odiei demais. Hoje eu me cobro demais sim, porque já vivi sem querer nada, sem entender nada. Sim, eu sou demais. Exagerada demais, dramática demais, sentimental demais. Vivo meus sentimentos, vivo o demais. Sou 8 ou 80. Frase manjada, frase clichê. Quero tudo e quero nada. Quero o máximo do que conseguir, porque sim, eu sou demais. Ou é tudo ou é nada. Ou é agora ou é nunca. Entendo o tempo, mas sim, eu corro demais.  A gente vive demais e aprende que ser forte é uma coisa grudada na sua alma. Sempre fui forte demais. Sempre soube o que queria e só atrai aquilo que me permiti. Hoje tirei a capa de mulher boazinha de pouco, e me tornei a malvada demais. Porque é assim! Eu sou demais pra muitas coisas e tenho orgulho do ser demai...

Olhando o mar

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Ô mar que trouxe o amor para mim Há de vê-lo longe por mais tempo O dia se pôs e eu perdi o jeito Como um menino de frente pro medo Mas empolgado com o receio Ô mar que trouxe o calor pra mim Eis me fechada, parada no cais Esperando a onda encher meus ases Eis a terra firme para me subjugar incapaz Ó mar por que fazes assim? Tão singela e tão simples Me faz erguer sobre mim E eu me perder em ti Ó mar o meu desejo que o vento ouviu Trouxe de volta a promessa pra Senhor do Bonfim Recolocou no eixo o navio a afundar Mas nos mares distantes só o prazer encontrar Ô mar me fez sentir o fogo Das lenhas antes umedecidas, molhadas pelas águas dos céus E o vento secou e aflorou o ar deste calor Vindo de mim e de você Num infinito presente do estar no agora Apenas saboreando Essa deliciosa poesia de ser Ô mar... Tira esse amor de mim Não é ele quem me deu Não devo mais sentir o seu cheiro Pois o começo já teve um fim Ô mar, será que posso amar? Me diga se mere...

A sua liberdade está no autoconhecimento

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A luz é uma coisa maravilhosa! Posso dizer, que já pude ver e sentir a luz de uma forma tão pura que vocês podem até desacreditar o quanto essa vida é simples. O que complica mesmo é a nossa cabecinha hehehe. Posso dizer também, com uma certeza profunda do que senti, é que já vi também o escuro. Todas as nuances de um caminho trevoso (e confesso um pouco assustador, rsrsrs). Entretanto, esse é o caminho para a real libertação. O autoconhecimento! Já me diziam que a estrada para o autoconhecimento era dura, mas necessária para a evolução e quebras de todos os tipos de comportamentos que continuamos praticando, esperando ainda, numa doce ilusão, que poderemos conseguir resultados diferentes. É aquela matemática: "A ordem dos fatores não altera o produto". E não mesmo. Podemos tentar, tentar, tentar, porém se continuarmos a estar na mesma energia, nos mesmo motivos duvidosos, na mesma prática da equação, o resultado será o mesmo. Nada mais óbvio, então, do que mudar e te...

O despertar

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"O pavor no ar desencadeou Pois o aviso foi tarde Hoje o orixá me pressagiou Vai haver tempestade Muitas outras guerras eclodirão A minha volta mil cairão Isto que você testemunhará A televisão não transmitirá" Foi na leve brisa de outono com o vento suave batendo no meu rosto. Bem sútil, nada grave. O chuvisco estava breve, não chegou a molhar as roupas. Foi ali... bem ali. Que a vi chorar. Que a vi observar a alma mais brilhante dentro dos seus olhos. Vi que a natureza era certa até nos piores momentos e que a escolha só podia ser de ninguém, a não ser minha. A vi, brilhando... Na imagem de onde seria o seu coração, vi uma luz. Brilhante e poderosa, mas ainda se conseguia olhar. Ouvi ali, que a moça pedia calma. Pedia para mim esforço e muita, mas muita fé. Pedia que eu buscasse ajudar mais as pessoas que amo, as pessoas que já me ajudaram e aqueles também que um dia me quiseram mal.  Não pude negar, que nos seus olhos havia algo familiar. Alg...

Toda palavra faz mesmo diferença, se virar ação.

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Acho tão engraçado como as pessoas falam das coisas. Tipo... Vocês que estão lendo esse texto, ou já pararam para ler outro, podem achar que sabem o que me acontece. A real é que são várias fitas juntas. Como já dizia Criolo: "cada coração é um universo e ainda tem que bombar o sangue." As realidades são diferentes gente. Ninguém ta aqui com a fórmula secreta da paz não. Cada pessoa tem uma missão, mas a meta final é a mesma... Vivermos no "paraíso". Pode se nomear descrente, ateu, agnóstico, cristão o que for... Te respeito e já fui todos eles hahahahah... mas a ideia é que a gente gosta de bater no peito falando sobre as coisas. "Pq eu sei, você não sabe de onde eu sou, você não sabe o que é sofrimento, eu já vivi coisas piores, você não sabe o que vai te acontecer." A real mesmo é que se a gente quer, a gente faz. E as nossas história são diferentes... cada um aceita o que vive. Cada um atrai o que sêmea. Eu sou grata a todos os amigos e pessoas que D...

Alma em suplício

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Não há nada pior que o vazio. Não há nada pior do que se enxergar e ver nada. Ver alguém incompleto, cheio de buracos e com um completo sentimento de vazio. Não há nada pior para alguém como eu que sempre senti mais do que deveria. Que sempre esperei mais do que devia. Não há nada pior do que não ter nada e fingir um semblante. Engolir os suspiros de tristeza e não ter mais brilho no olhar. Não há nada pior! Hoje o que eu vejo é um traço reto. Uma linha que tem uma marca para acabar. Um caminho destroçado por mágoas. Ter demais é ter um dia nada. E o demais veio, assim como o nada. Nada mais me comove ou me deixa consistente. O que me constrói é a certeza que tudo pode ser nada e que a vida é assim. E sempre será. Se as viagens, os amores, os objetivos me completassem o tempo suficiente para não ter mais crises. Não ter o desespero do aperto. Não ter a angústia do medo. E as vezes nem o medo me faz mais presente. Apenas que isso não vire rotina, como virou aquele dia. O dia que pe...

Desperte sua alma

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No dia a dia da nossa rotina, acabamos esquecendo de coisas essenciais que são próprias do nosso ser. É normal sentir um desespero dentro de nós que vivemos nessa metrópole louca e cheia. E é ainda mais normal vocês já lerem esse tipo de texto, mas é bom reforçar. Reforçar o quanto viajar faz bem. O quanto estar próximo a natureza enobrece o ar dos nossos pulmões. O quanto é bom descobrir o que você é e o que você precisa para ter momentos bons. É engraçado, mas algum tempo atrás eu estava numa crise e se colocasse a Thaiane antiga com a Thaiane "nova", digamos que a primeira iria rir muito e debochar. Não digo que mudei completamente. Ainda restam aqueles dias de crises existenciais infinitas e bads trips sem motivos. Mas após descobrir a ânsia do meu ser, acredito que as coisas andam bem mais fáceis. Parece muito estranho, e quem me conhece, vai achar que isso é mimimi demais para mim. Contudo, anteriormente estava quase entrando numa síndrome do pânico. Uma agonia ...

Neste lago das almas, eu perco todo o medo

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Esse ano foi o primeiro ano que ganhei flores. No meu aniversário de 24 anos. Ganhei flores das minhas melhores amigas da faculdade. Aquilo realmente me tocou como acredito que deve. Simples, fácil e generoso. Minha mãe sempre falou: "Dê flores aos vivos, porque aos mortos não se vale mais nada." E é verdade. Mães geralmente estão certas com suas frases, mas essa frase me tocou um pouco mais. Fiquei pensando em todos os momentos atuais da minha vida e notei o quanto estou individualista. Mais do que necessário e além do que jamais quis ser. O quanto o egoísmo muitas vezes é tão exagerado que nos cega por tanto tempo, que somos incapazes de notar a veracidade dos nossos atos. As consequências! Eu que tanto erro e costumo ser intolerante a eles, vi que tudo isso estava me impregnando de uma forma auto-destrutiva. Cada vez mais que viramos esses serem egoístas, mais estamos afastados das pessoas que amamos e que queremos estar perto. Nada nem ninguém pode discordar dis...

Asas de papel

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Tudo hoje é intenso, rápido, sagaz, perto e cheio. A relação que criei, e que percebo que algumas pessoas criaram também, é tão completa. Porém, só durante um tempo. O tempo se vai e o que era o  culminante, se torna mínimo. O cheio se torna vazio. Procurar a completude parece ser, mais uma vez, a nova missão. O que era veloz, se torna inábil de proceder um caminho tão longo e não tem mais tanta força assim. O perto se distancia... porque entra numa rotina de lugares certos, caminhos certos, modos certos... e o certo não te agrada. Te enjoa. A intensidade acalma... e as coisas passam a ser chatas novamente. O descartável é palpável e tão próximo, que a dor de uma "perda" se torna devastadora depois. O que é, de fato, todo o sentimento que passamos na vida? Que tanto intensificamos, que tanto queremos e corremos atrás? Por quando ter, não queremos mais? Não damos o valor a vitória, muito menos ao ganho. Passamos despercebidos pela grande capacidade de se superar. E quere...