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Mostrando postagens com o rótulo viver no agora

O INVISÍVEL VISTO

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Sempre fui atravessada por sonhos lúcidos demais para serem apenas delírios noturnos. Eram visões densas, carregadas, que tocavam minha pele etérea e reverberavam por cada célula do meu existir. Eu os sentia com a carne e com o espírito. As vozes... traziam timbres ancestrais, vibravam como cordas de um outro tempo, e diziam verdades que a mente acordada não ousava traduzir. Ali, naquele sobrado esquecido de escuridões e memórias, eu reconhecia o cenário de minhas outras fugas noturnas. Dona Rosa não podia me abandonar — ela, minha guardiã de outrora, meu farol nos becos da inconsciência. Mas ele... ele me esperava. Ele queria me ver definhar. Machucar. Queria calar esse meu brilho que acendia sua sombra. Meu dom de sentir revelava-lhe tormentos. E talvez... também sonhos. Foi ali que o despertar se deu: paralisada entre mundos, acordada por dentro e presa por fora. Eu sabia... não era pesadelo — era travessia. E do outro lado, aquele ser me via sem máscaras, sem nome, sem carne. Via m...

O infinito do ser

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A iminência da morte esteve perto de mim como uma porta aberta a todas as possibilidades. A vida e a morte simbólica do meu ser. Daquilo que era e não será mais. Daquilo que um dia foi, e agora nada se compara ao que é. Sentir como se a vida fosse um sopro gostoso de respirar e sentir, mas ao mesmo tempo com a urgência de viver cada pedacinho como se fosse algo muito raro. Essencial seria vivermos todos os dias sem medo de nada. Sem a "necessidade" de coisas e formas que antes eram preenchidas pelo medo da morte. E que agora, se comparece a mim de forma bem mais inocente e natural do que de fato, era na minha concepção.  E o que seria felicidade se soubessemos a nossa morte? Como gostaríamos de viver se apenas o HOJE existisse? Como seria se soubessemos, no fundo no fundo, que isto é tão breve quanto ao controle de absolutamente nada? Como seria se estivemos ali entregues ao respirar, ao sentir, ao viver, ao curtir... E soltassemos as nossas crenças e vivessemos apenas como n...

Que queime!!

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De alguma forma o fogo que ali existia me botava ânsia de querer mais, de viver mais. De mostrar algo que nunca tive, que nunca dei. Mas era isso que eu pedia, né?! Pedia para que viesse esse sentimento instintivo que estava adormecido dentro de mim. Tinha ali o fogo de tudo que solicitava aos céus sem saber que aquilo me botaria para queimar. Queimar as veias quando não estivesse perto. Que a angústia de não ter mais o fogo comigo fosse cruciante demais para a minha mente racional. Que o mistério construído em mim, me incomodasse a ponto de simpatizar com a tristeza. Este sentimento de pertencer não pertencendo me corroendo aos poucos em cada gesto lembrado, em cada toque da sua mão. O bagulho era louco e completamente fora das minhas capacidades mentais de entendimento. Até hoje não entendo, até hoje fico sem saber... o por que de fato existe esse inesquecível corpo que entrou dentro de mim. Por mais que eu queira, por mais que repita os mesmos erros, as minhas situações precárias de...

Uma flor

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Uma flor. Arrancar de suas raízes, dói. Mas regada com amor, floresce. Os mais belos cheiros e folhagens. Admirada, contemplada, venerada. Regada com a forma sublime das gotas d'água. Ela também têm espinhos. Mas nem eles tiram sua essência. Sou rosa, sou vermelha, sou mulher... Crescendo em terreno fértil... Sentir a brisa do vento, nos caules bem plantados e nas fibras bem alimentadas. Mergulhar em águas saudáveis e também intensas das tempestades. Sentir as chuvas de verão em minhas folhas. Crescer. Viver a contemplar, emitir beleza, força e doçura. Onde estar. Arrancada dos seus próprios pés. Maltratada e pisada. Servindo a fantasiar egos... dói. Mas resisto. Respirar terras, sentir movimentos, cheiros e receber visitas dos pássaros. Uma flor. Observar camadas pétalas e seus formatos singulares. Sou rosa, que cresce e se transforma. Que há espinhos mas que adora. Que existe para emitir a sua criação. Que existe só para ser Uma flor.

Confie no agora

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Novos começos, novas expectativas. Ano novo! Novas esperanças, uma lista cheia de sonhos, condutas diferentes e projetos a cumprir. Uma coisa que sempre me questiono nesta época do ano é a nossa urgência do amanhã! Pera, mas por que ser diferente amanhã se eu posso ser hoje, no agora? Por que esperar o ano novo para fazermos uma lista de metas? Por que esperar o novo ciclo para fazermos um exercício, mudar nossa alimentação, pedir desculpas para algumas pessoas, perdoar o coleguinha, estudar mais? Por que desejamos tanto uma nova vida, um ano novo e na prática fazemos tudo diferente? Em boa parte do mundo, vivemos pelo calendário gregoriano. Pensamos nas datas, horas, meses e anos a seguir para fazermos as nossas trajetórias e planos. Isso ajuda para as pessoas super organizadas, porém, vale lembrar que escrever metas para o futuro é excelente, desde que seja feito todo o trabalho no presente. Já repararam o quanto ficamos distraídos de fato com o nosso Agora? Não prestamos ate...