Fantasia e delírio
Fumei todos os meus cigarros hoje. Vinte para cada não que recebi de você. Foram mais, aposto. Mas foram todos como um pedaço de brasa queimada. De tortura para o pulmão. Mas a gente vê que as entranhas de meu nariz entram cada vez mais ar. Sou esse gelo disfarçado. Sigo o tempo. Quando ele esfria, esfrio junto. Quando ele esquenta, sou fogo natural. E o seu fogo me dava vida até no inverno. Me dava ansia de ser, de fazer, de viver. Diferente. Aquilo que a paixão vinda não pede para ficar. Ela só vem e passa. E o vício não passou. Talvez o meu diagnostico seja contemplar algo que nunca será. E a falta de controle me fascina, me tira do eixo. Me faz querer mais e mais. Pois, é disso que se trata toda essa dualidade, né!? Brincar na ilusão e na realidade. Mas brincar com sentimento é muito arriscado. Eu perdi. Me perdi neste jogo. Me perdi em querer. Me perdi de tudo que considerava ser meu. Perdi tudo que me segurava, pois era ali, juntos que crua carcaça nunca existiu. Que era aqu...