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O homem comum

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Malograda na vida e nas minhas próprias escolhas como tal. Incapaz de ver além do que eu mesma me tornei e me fiz até então. Que caos poderia ser evitado se não estivesse cheia de culpas e incapaz de ver a realidade como ela é. Tão frágil a ponto de não saturar a si mesma e a velha conduta do realizar. Fazendo as coisas por determinada condução... nunca pelo fato da coragem de apenas falhar e não pertencer. Vivendo em constante busca por algo que nunca encontrei em mim mesma. Destruída com as minhas próprias ambições infantis e ingênuas da vida, acreditando fielmente que ali estariam as minhas ânsias e vontades de levantar e sobreviver. Diante de uma força tão destruidora que me faz ver o quanto sou mesquinha, o quanto sou egoísta e o quanto não consigo rever esta ideia sobre mim. E que com os anos passando, me vejo não tão boa filha, não tão boa pessoa e muito menos não tão bom ser humano. E por que deveria me chocar? O viés do meu auto engano chegou até mim de forma a trucidar cada s...

No casulo das emoções

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Estou neste casulo minúsculo. Presa a uma fantasia milagrosa, num espaço oco, pequeno e superficial. Tão fino quanto uma folha de papel. Meu movimento não é sagaz, nem disruptivo... é mais do mesmo. É uma repetição de conjuntos infelizes e sem significado algum. E o que sempre me matou foi não ter sentido ou propósito. A realidade foi ver o que existia dentro de fato deste casulo. Nada mais que peças sem conjuntos, sem complemento. Seria como um lego que não se encaixa em mais nenhuma parte. E eles tão jogados no chão, com suas disparidades que não grudam em nada. Não servem para nada além de ocuparem esse espaço pequeno e machucarem os pés. Tão trucidante quanto pisar em cascas de ovos quebrados. Em vidros dilacerados pela raiva. Me fragmentei em pequenos pedaços de nada. De nada me serve a ansia, de nada me serve o conhecimento, de nada me serve a máscara que usei. Tudo está no caos. Quebrado e disparado como um cristal sem recuperação. A borbuleta saiu do casulo e morreu. Morreu em ...

Asas de papel

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Tudo hoje é intenso, rápido, sagaz, perto e cheio. A relação que criei, e que percebo que algumas pessoas criaram também, é tão completa. Porém, só durante um tempo. O tempo se vai e o que era o  culminante, se torna mínimo. O cheio se torna vazio. Procurar a completude parece ser, mais uma vez, a nova missão. O que era veloz, se torna inábil de proceder um caminho tão longo e não tem mais tanta força assim. O perto se distancia... porque entra numa rotina de lugares certos, caminhos certos, modos certos... e o certo não te agrada. Te enjoa. A intensidade acalma... e as coisas passam a ser chatas novamente. O descartável é palpável e tão próximo, que a dor de uma "perda" se torna devastadora depois. O que é, de fato, todo o sentimento que passamos na vida? Que tanto intensificamos, que tanto queremos e corremos atrás? Por quando ter, não queremos mais? Não damos o valor a vitória, muito menos ao ganho. Passamos despercebidos pela grande capacidade de se superar. E quere...