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Sufoco em lençóis de linho fino e largo

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Sufoco em lençóis de linho fino e largo. Fui vendida pelo diamante do sangue. Arrastada por essa Matrix que suga até a última gota, até o último suspiro de quem ainda insiste na ilusão do temporário — e na urgência de não desfrutar, nessa ignorância tão incrivelmente vestida de verdade. Estar aqui, na Terra, é calçar uma calça apertada demais. É prender o ar no peito pra caber no molde. É estar enforcada por dentro, içada por ganchos invisíveis, mexida até a última dor de existir. Mas... que vida é essa? A vida que só vê o brilho do ouro nos dentes, e não enxerga o que realmente importa. Jogada, amarga, completamente só. Só eu posso resolver meu pequeno e humano dilema. Enquanto tantos sangram por falta de um olhar, de um toque, de um “eu te vejo”. Em montanhas, tento alcançar a Lua — um desejo quase real, quase ridículo. Porque a maior ilusão é o sonho da Terra. E eu sei que, em outros paralelos, eu voo. Encanto flores. As árvores conversam comigo. Os pássaros canta...

A sua liberdade está no autoconhecimento

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A luz é uma coisa maravilhosa! Posso dizer, que já pude ver e sentir a luz de uma forma tão pura que vocês podem até desacreditar o quanto essa vida é simples. O que complica mesmo é a nossa cabecinha hehehe. Posso dizer também, com uma certeza profunda do que senti, é que já vi também o escuro. Todas as nuances de um caminho trevoso (e confesso um pouco assustador, rsrsrs). Entretanto, esse é o caminho para a real libertação. O autoconhecimento! Já me diziam que a estrada para o autoconhecimento era dura, mas necessária para a evolução e quebras de todos os tipos de comportamentos que continuamos praticando, esperando ainda, numa doce ilusão, que poderemos conseguir resultados diferentes. É aquela matemática: "A ordem dos fatores não altera o produto". E não mesmo. Podemos tentar, tentar, tentar, porém se continuarmos a estar na mesma energia, nos mesmo motivos duvidosos, na mesma prática da equação, o resultado será o mesmo. Nada mais óbvio, então, do que mudar e te...

Fale dele para mim

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Tenho uma teoria para nós dois. Eles não se entendem, dizia a mãe chorosa vendo o choro quieto de sua filha ansiosa, mimada, destruidora, vítima e intensa. "Mas por que ele foi embora mãe?". Para manter os laços estreitos, para não mergulhar, para não viver e por causa do medo. A mãe dizia, sabendo que no fundo, a realidade era o não querer. Era o fato consumado da não aceitação com a negação. Com o não! Enfim não soube. Talvez suas visões estreitas, seus conceitos tão certos, tua jornada encaminhada tenha me parecido, em algum momento, que seria mais um só dia numa cidade. Um só dia no mar, um só dia na cachoeira, um só dia no todo que é amar. Mas sabe... A minha teoria é diferente. Juro que tentei... eu juro... Te ver de outra forma, ser agradável, dar o seus espaços, o seu momento só e sua carniça pedinte pelo meu corpo. Tu não assume que aquilo era mais pra mim do que pra você? Pois é... E o real sentimento é que eu pude ser, fazer, viver o que tinha. Fui eu, me fi...