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Perdoe-me

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A pior parte dentro do meu corpo é a consciência. Ela me cutuca e me sussurra todos os meus incômodos. A cada dia consegue me laçar uma corda no pescoço. Sufoca-me em meus próprios defeitos. Dolorosa a minha culpa e como esta consciência me traduz em um ser muito imperfeito. Asfixiada em mil pensamentos. Não consigo raciocinar, nem pensar friamente, calcular menos os danos ao meu interior. Culpo a mim mesma por tudo e capacito ainda mais este medo dentro de mim. E como explicar o que há dentro de mim? Pensamentos magoados que me importunam por não querer ser assim... Mas sou! Sou uma devedora de promessas, de palavras, de integridade... E por mais que conflite diariamente para escapar, sou presa e condenada das minhas reflexões destruidoras. Isso não é orgulho! Dói ainda mais em mim por falar. Por vezes a tentativa de me esquecer é justa e apropriada para o momento. Não há nada pior do que você se enxergar como próprio inimigo. Pensamentos atraem. Pensamentos tem força. E é você...

Alma em suplício

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Não há nada pior que o vazio. Não há nada pior do que se enxergar e ver nada. Ver alguém incompleto, cheio de buracos e com um completo sentimento de vazio. Não há nada pior para alguém como eu que sempre senti mais do que deveria. Que sempre esperei mais do que devia. Não há nada pior do que não ter nada e fingir um semblante. Engolir os suspiros de tristeza e não ter mais brilho no olhar. Não há nada pior! Hoje o que eu vejo é um traço reto. Uma linha que tem uma marca para acabar. Um caminho destroçado por mágoas. Ter demais é ter um dia nada. E o demais veio, assim como o nada. Nada mais me comove ou me deixa consistente. O que me constrói é a certeza que tudo pode ser nada e que a vida é assim. E sempre será. Se as viagens, os amores, os objetivos me completassem o tempo suficiente para não ter mais crises. Não ter o desespero do aperto. Não ter a angústia do medo. E as vezes nem o medo me faz mais presente. Apenas que isso não vire rotina, como virou aquele dia. O dia que pe...

Tardes de festas vazias não voltarão mais

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Já alerto que hoje o texto não é tão bom! Hoje nada aconteceu. Ainda são 14h de uma quinta-feira normal. Mas tem dias que por mais que nada aconteça, a única coisa que você quer fazer é dormir. Dormir muito. Viver num mundo onde só os sonhos são possíveis. Onde a vida real é o pesadelo. Onde a realidade não me toca e não me alcança. Hoje não teve nada. Sério! Acordei às 4h30 como o habitual. Cansada. Não só fisicamente, mas mentalmente. Moralmente. Cansada de ver uma rotina dentro de mim. Cansada de repetições.  Ao vir para casa, senti a agonia. A agonia do sentir pânico. A agonia de permanecer a mesma. A agonia de sentir tudo de novo. O medo, o arrependimento, a angústia. Porém, como um filme assistido milhões de vezes, eu senti... Tudo de novo. Como um piano caindo sobre minha cabeça. Um peso que até então, achava que tinha sido tirado das minhas costas. Um peso de doer cada pedacinho do meu corpo para mostrar que ele ainda existe, ele ainda está aqui. Esperando a qualqu...