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O INVISÍVEL VISTO

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Sempre fui atravessada por sonhos lúcidos demais para serem apenas delírios noturnos. Eram visões densas, carregadas, que tocavam minha pele etérea e reverberavam por cada célula do meu existir. Eu os sentia com a carne e com o espírito. As vozes... traziam timbres ancestrais, vibravam como cordas de um outro tempo, e diziam verdades que a mente acordada não ousava traduzir. Ali, naquele sobrado esquecido de escuridões e memórias, eu reconhecia o cenário de minhas outras fugas noturnas. Dona Rosa não podia me abandonar — ela, minha guardiã de outrora, meu farol nos becos da inconsciência. Mas ele... ele me esperava. Ele queria me ver definhar. Machucar. Queria calar esse meu brilho que acendia sua sombra. Meu dom de sentir revelava-lhe tormentos. E talvez... também sonhos. Foi ali que o despertar se deu: paralisada entre mundos, acordada por dentro e presa por fora. Eu sabia... não era pesadelo — era travessia. E do outro lado, aquele ser me via sem máscaras, sem nome, sem carne. Via m...

Capítulo 1: Quando as estrelas apagaram

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Naquele dia, as estrelas pareciam ter se apagado antes do entardecer. Fomos para a festa na empresa do meu pai, um evento que deveria ser uma celebração, mas para mim, parecia o prelúdio de uma tempestade que eu já pressentia. Desde que me entendia por gente, sempre fui sensível às dores ao meu redor, e naquele momento, a dor de minha mãe era palpável, como uma sombra densa, pairando sobre nós. Meu pai, imerso no álcool e no ciúme, tentava preencher seu vazio flertando com outras mulheres à vista dela, enquanto eu fingia não ver. Mas, por dentro, algo em mim já sabia — aquilo era apenas o começo. Eu, com meu semblante abatido, sentia que algo estava para acontecer. A antecipação do desastre me envolvia, como um presságio silencioso, sem forma, mas inevitável. E então, quando a noite avançou, os sussurros das brigas ecoaram pelos corredores da casa. No banheiro, meu pai e minha mãe se enfrentaram como dois titãs arrastados por uma força destrutiva. Medo. O medo que senti naquela madruga...

Nunca deixe de sonhar

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Muitas coisas ajudam a nos tornar verdadeiros "azedos". É preciso ser muito positivo, muito confiante para não ter aqueles dias de desanimo total na vida. Ou, pode ser também, porque não viveu muito para notar que diversas situações, vão fazer você deixar de ver as coisas de uma forma sempre boa. Não é se tornar pessimista, é ver as coisas com mais pé no chão e na realidade. Por exemplo, quando eu era menor, sonhava que com a minha idade atual já estaria bem financeiramente, com profissão etc. Maaaas, não foi isso que aconteceu por x motivos. Enfim, é um exemplo besta, mas que visualiza o que eu to querendo escrever, rs. Pode ser também que você nunca tenha realmente sofrido algo do tipo, mas pelo que eu conheço, pelas pessoas que vivem comigo, todo mundo já teve aquele badfeeling. Continuando... Eu já tive alguns momentos tensos em que nada mais fazia sentido. Já tive momentos de achar que a minha única saída era querer o fim. Mas olha que engraçado, eu sempre fui uma pes...