Postagens

Mostrando postagens com o rótulo liberdade

Carta de Despedida

Imagem
Quem sou eu, senão mais um número? Apenas mais uma cláusula de um contrato? Quem sou eu na fila do pão? A descartável que se viu diante do muro — de um lado, os opressores; do outro, os oprimidos chorando por dignidade básica, tentando sobreviver além do óbvio. Penso na música dos Racionais: “ O cheiro é de pólvora, eu prefiro rosas E eu que, e eu que sempre quis com um lugar Gramado e limpo, assim, verde como o mar Cercas brancas, uma seringueira com balança Disbicando pipa, cercado de criança ” Mas até isso parece distante, quase um sacrifício inalcançável para o cidadão comum. Mais uma vez enxergamos as correntes em nossos pés — vendemos a alma ao Diabo, vestido de Gucci e Prada. Com colares banhados em sangue indígena e sorrisos cobertos por brilhos impostos pela estética. Será que me vi diferente disso tudo? Num mundo onde o valor do ser humano virou mera casualidade? Onde as premissas religiosas cegam até os mais bem-intencionados? Ficamos parados olhando o céu, suplicand...

Soltar

Imagem
Desde de quando desvirtuamos? Desde quando perdemos a nossa própria humanidade? Com a gente mesmo, com os outros... Onde foi que aconteceu?  Quando fomos que vestimos essas máscaras de pessoas perfeitas e certas sobre tudo? Controladores, extremamente magoados com a vida. Com medo da vida... Com medo de nós mesmos. Quando foi que abandonamos nossa criança? Nosso lado mais sútil e gentil? Onde foi que criamos essas enormes cascas e feridas e deixamos elas lá sempre gritando e tomando a frente. Desde quando são essas as nossas vidas? Pela dor? Pelo cansaço? Pelo medo? Onde foi que perdemos a nós como seres únicos? Como a qualquer parte que tem valor. Que tem qualidade e amorosidade... Como uma criança... Que cresce vendo o mundo sem maldade e experimenta a vida. Descobre sabores, jeitos, costumes, texturas, gostos, formatos. Anda, cai, anda, cai, anda e cai mais uma vez. Continua fazendo até conseguir. Quando foi que paramos de nos aceitar experimentos da vida? De crescimento, de des...

Mergulhe

Imagem
A gente fica aqui tentando sentir algo para poder viver, e não apenas passar pela vida em branco com marcas que nunca existiram. Parece que nunca é o bastante. Nunca passa de um raso sentimento de próspera esperança de sentir e de amar. Chega a ser sufocante este fundo que me enfiei. Mergulhada em diversas expectativas, mas elas não podem ultrapassar a vontade. Elas não podem me ultrapassar na razão, que é rasa e que não preenche. Eis a fase do equilíbrio.  Viver custa caro! Viver e mergulhar me tira o ar porque foi assim que decidi viver. Porque não sentir é como não viver. Você não consegue dimensionar fora deste peito que bate apertado na ânsia de não parar. Mas ficamos aqui, meros acasos fechados em cercos racionais totalmente fora de padrões porque foi assim que deveria ser... ou não. Tanto faz. Se 'não sentir' é padrão ou não, para mim nunca foi normal não viver. Não ter diversas sensações e intuições gritando ao meu ouvido e mente. E por que não sentir? Porque dá trabalh...

A sua liberdade está no autoconhecimento

Imagem
A luz é uma coisa maravilhosa! Posso dizer, que já pude ver e sentir a luz de uma forma tão pura que vocês podem até desacreditar o quanto essa vida é simples. O que complica mesmo é a nossa cabecinha hehehe. Posso dizer também, com uma certeza profunda do que senti, é que já vi também o escuro. Todas as nuances de um caminho trevoso (e confesso um pouco assustador, rsrsrs). Entretanto, esse é o caminho para a real libertação. O autoconhecimento! Já me diziam que a estrada para o autoconhecimento era dura, mas necessária para a evolução e quebras de todos os tipos de comportamentos que continuamos praticando, esperando ainda, numa doce ilusão, que poderemos conseguir resultados diferentes. É aquela matemática: "A ordem dos fatores não altera o produto". E não mesmo. Podemos tentar, tentar, tentar, porém se continuarmos a estar na mesma energia, nos mesmo motivos duvidosos, na mesma prática da equação, o resultado será o mesmo. Nada mais óbvio, então, do que mudar e te...