Postagens

Mostrando postagens com o rótulo intenso

Demais

Imagem
Sim, eu sou demais. Falo demais, articulo demais, grito demais. Sim, eu sou demais. Chata demais, insuportável demais, exigente demais. Sim, eu sou demais. Demais hoje, porque já aceitei pouco. Já diminui, já me culpei, já me cortei, já me instiguei, já me odiei demais. Hoje eu me cobro demais sim, porque já vivi sem querer nada, sem entender nada. Sim, eu sou demais. Exagerada demais, dramática demais, sentimental demais. Vivo meus sentimentos, vivo o demais. Sou 8 ou 80. Frase manjada, frase clichê. Quero tudo e quero nada. Quero o máximo do que conseguir, porque sim, eu sou demais. Ou é tudo ou é nada. Ou é agora ou é nunca. Entendo o tempo, mas sim, eu corro demais.  A gente vive demais e aprende que ser forte é uma coisa grudada na sua alma. Sempre fui forte demais. Sempre soube o que queria e só atrai aquilo que me permiti. Hoje tirei a capa de mulher boazinha de pouco, e me tornei a malvada demais. Porque é assim! Eu sou demais pra muitas coisas e tenho orgulho do ser demai...

Mergulhe

Imagem
A gente fica aqui tentando sentir algo para poder viver, e não apenas passar pela vida em branco com marcas que nunca existiram. Parece que nunca é o bastante. Nunca passa de um raso sentimento de próspera esperança de sentir e de amar. Chega a ser sufocante este fundo que me enfiei. Mergulhada em diversas expectativas, mas elas não podem ultrapassar a vontade. Elas não podem me ultrapassar na razão, que é rasa e que não preenche. Eis a fase do equilíbrio.  Viver custa caro! Viver e mergulhar me tira o ar porque foi assim que decidi viver. Porque não sentir é como não viver. Você não consegue dimensionar fora deste peito que bate apertado na ânsia de não parar. Mas ficamos aqui, meros acasos fechados em cercos racionais totalmente fora de padrões porque foi assim que deveria ser... ou não. Tanto faz. Se 'não sentir' é padrão ou não, para mim nunca foi normal não viver. Não ter diversas sensações e intuições gritando ao meu ouvido e mente. E por que não sentir? Porque dá trabalh...

Fale dele para mim

Imagem
Tenho uma teoria para nós dois. Eles não se entendem, dizia a mãe chorosa vendo o choro quieto de sua filha ansiosa, mimada, destruidora, vítima e intensa. "Mas por que ele foi embora mãe?". Para manter os laços estreitos, para não mergulhar, para não viver e por causa do medo. A mãe dizia, sabendo que no fundo, a realidade era o não querer. Era o fato consumado da não aceitação com a negação. Com o não! Enfim não soube. Talvez suas visões estreitas, seus conceitos tão certos, tua jornada encaminhada tenha me parecido, em algum momento, que seria mais um só dia numa cidade. Um só dia no mar, um só dia na cachoeira, um só dia no todo que é amar. Mas sabe... A minha teoria é diferente. Juro que tentei... eu juro... Te ver de outra forma, ser agradável, dar o seus espaços, o seu momento só e sua carniça pedinte pelo meu corpo. Tu não assume que aquilo era mais pra mim do que pra você? Pois é... E o real sentimento é que eu pude ser, fazer, viver o que tinha. Fui eu, me fi...

Além do espelho: sobre extremos e limites

Imagem
Todo extremo é perigoso. Todo extremo é um precipício ao limite do ser. Sempre tive fascínio pelos extremos. Sempre gostei demais, sempre quis demais, sempre odiei demais, sempre fui demais. Sempre teve que ter algo "demais" na minha vida. Seja lá o que fosse. Um programa de televisão, uma banda, uma comida, alguém, alguma situação, algum momento. Fases, mas que acredito que chegaram ao limite e por isso passou. Não digo que não aproveitei... Aproveitei e muito! Existiu muitas coisas boas. Mas dadas asas a tamanho poder do "sem limites", do sem hora para voltar, ou do amanhã talvez o mundo acabe... o que acaba, de fato, é um pedacinho de mim. A metáfora é simples. A todos os goles de café possível, na atual presença das noites mal dormidas. Porém, nunca apreciei café. Tenho gastrite. Mudança de gostos? Talvez. Ou uma mera ilustração do real fato que quero escrever. Me vejo presa aos limites, rendida ao "sem pudores" e tentada ao errado. Ao que nunca q...

Asas de papel

Imagem
Tudo hoje é intenso, rápido, sagaz, perto e cheio. A relação que criei, e que percebo que algumas pessoas criaram também, é tão completa. Porém, só durante um tempo. O tempo se vai e o que era o  culminante, se torna mínimo. O cheio se torna vazio. Procurar a completude parece ser, mais uma vez, a nova missão. O que era veloz, se torna inábil de proceder um caminho tão longo e não tem mais tanta força assim. O perto se distancia... porque entra numa rotina de lugares certos, caminhos certos, modos certos... e o certo não te agrada. Te enjoa. A intensidade acalma... e as coisas passam a ser chatas novamente. O descartável é palpável e tão próximo, que a dor de uma "perda" se torna devastadora depois. O que é, de fato, todo o sentimento que passamos na vida? Que tanto intensificamos, que tanto queremos e corremos atrás? Por quando ter, não queremos mais? Não damos o valor a vitória, muito menos ao ganho. Passamos despercebidos pela grande capacidade de se superar. E quere...