Postagens

O homem comum

Imagem
Malograda na vida e nas minhas próprias escolhas como tal. Incapaz de ver além do que eu mesma me tornei e me fiz até então. Que caos poderia ser evitado se não estivesse cheia de culpas e incapaz de ver a realidade como ela é. Tão frágil a ponto de não saturar a si mesma e a velha conduta do realizar. Fazendo as coisas por determinada condução... nunca pelo fato da coragem de apenas falhar e não pertencer. Vivendo em constante busca por algo que nunca encontrei em mim mesma. Destruída com as minhas próprias ambições infantis e ingênuas da vida, acreditando fielmente que ali estariam as minhas ânsias e vontades de levantar e sobreviver. Diante de uma força tão destruidora que me faz ver o quanto sou mesquinha, o quanto sou egoísta e o quanto não consigo rever esta ideia sobre mim. E que com os anos passando, me vejo não tão boa filha, não tão boa pessoa e muito menos não tão bom ser humano. E por que deveria me chocar? O viés do meu auto engano chegou até mim de forma a trucidar cada s...

Soltar

Imagem
Desde de quando desvirtuamos? Desde quando perdemos a nossa própria humanidade? Com a gente mesmo, com os outros... Onde foi que aconteceu?  Quando fomos que vestimos essas máscaras de pessoas perfeitas e certas sobre tudo? Controladores, extremamente magoados com a vida. Com medo da vida... Com medo de nós mesmos. Quando foi que abandonamos nossa criança? Nosso lado mais sútil e gentil? Onde foi que criamos essas enormes cascas e feridas e deixamos elas lá sempre gritando e tomando a frente. Desde quando são essas as nossas vidas? Pela dor? Pelo cansaço? Pelo medo? Onde foi que perdemos a nós como seres únicos? Como a qualquer parte que tem valor. Que tem qualidade e amorosidade... Como uma criança... Que cresce vendo o mundo sem maldade e experimenta a vida. Descobre sabores, jeitos, costumes, texturas, gostos, formatos. Anda, cai, anda, cai, anda e cai mais uma vez. Continua fazendo até conseguir. Quando foi que paramos de nos aceitar experimentos da vida? De crescimento, de des...

Sua falta também seria sentida!

Imagem
A insastifação constante de um mero sentimento fora do contexto. Não temos permissão para sermos tristes, não temos permissão para sermos felizes... E o que somos afinal? De que maneira nossos sentimentos são apenas acolhidos e não enxugados para debaixo do tapete sem que se veja o rastro de sangue que se deixa disso? A dor é uma trucidadora e quando escondida, se vê em uma panela de pressão... Pronta para explodir por ser ignorada, por ser abafada e não ouvida. Será que realmente nossas dores precisam ficar para outra hora? Será que realmente nossos motivos são fracos e dramáticos? Será que as sensações físicas se disruptam em apenas uma doença? O por que, de fato então, vivemos tão insatisfeitos? Todos estamos extremamente cansados. Em busca do que nem conhecemos profundamente, acreditando poder encontrar um ponto de equilíbrio com as conquistas realizadas. Com os tropeços superados. Mas ao mesmo tempo, tudo parece tão pequeno, tão mesquinho, tão fugás... Diante de tanta dor que vemo...

Flor de Lótus

Imagem
Tomei um banho gelado, mas não senti. Meu corpo fervia dentro de mim. Ele queria sair, e de alguma forma saiu. O fogo me queimava dentro e eu não sabia como não o ter. Tirei todos os meus pelos, para parecer menos selvagem. Tirei toda a minha falsa modéstia, para parecer segura. Mas de fato, o que há dentro nunca se sabe e vai de fato poder controlar. Talvez este seja o verdadeiro problema... O controle. A ilusão da perda. Da matéria, da vida. E de fato, nem é um problema é apenas uma passagem... Distinta e frágil. Onde se parece forte mas por dentro está em cacos quebrados, unidos com uma cola fina de esperança. Porque é tudo parte do drama e parte da jornada misteriosa da vida. Fiquei em silêncio absoluto e só ouvi a mim mesma. E todo o poder que eu havia descoberto era muito maior do que eu imaginava. Uma força tão avalassadora que eu compreendi o meu lugar. Compreendi o anseio e o medo deles, e também o porque havia sido subestimada. Que caos interessante de ver. São camadas profun...

Complemento

Imagem
Adiar a dor me pareceu ser errado Poderia viver aquilo por mais 100 anos  Sou dessas que acredita até o fim Mas despeço que a vida só não te dá uma coisa, o que se pede... E a entender que o seu, não é o melhor do que o de ninguém.  Ser ou não amada seria uma escolha não difícil de entender... A gente se olha e vê, que os sentimentos foram feitos para viver. E soltamos como vento... O ruim é que a gente se apega... A uma ideia, a uma projeção, a um sonho... E se vê de novo completamente só. Era isso que queria. Deveria me encarar e percebi ... Que o amor funciona com uma força poderosa e nada se explica adiar a dor para depois receber os alívios dos anjos... Do perdão, do acolhimento, da aceitação. Mais um aprendizado me tive... Sem saber nada continuo... Porque o amor não é possível ver, mas sim... Apenas sentir.  E não sentir dói. É um ar oprimido dentro do peito... É uma parada de batimento. É algo que corrói o peito como uma faca enfiada na alma. Não sentir é um desgo...

No casulo das emoções

Imagem
Estou neste casulo minúsculo. Presa a uma fantasia milagrosa, num espaço oco, pequeno e superficial. Tão fino quanto uma folha de papel. Meu movimento não é sagaz, nem disruptivo... é mais do mesmo. É uma repetição de conjuntos infelizes e sem significado algum. E o que sempre me matou foi não ter sentido ou propósito. A realidade foi ver o que existia dentro de fato deste casulo. Nada mais que peças sem conjuntos, sem complemento. Seria como um lego que não se encaixa em mais nenhuma parte. E eles tão jogados no chão, com suas disparidades que não grudam em nada. Não servem para nada além de ocuparem esse espaço pequeno e machucarem os pés. Tão trucidante quanto pisar em cascas de ovos quebrados. Em vidros dilacerados pela raiva. Me fragmentei em pequenos pedaços de nada. De nada me serve a ansia, de nada me serve o conhecimento, de nada me serve a máscara que usei. Tudo está no caos. Quebrado e disparado como um cristal sem recuperação. A borbuleta saiu do casulo e morreu. Morreu em ...

A alma não tem data de vencimento

Imagem
Observando o que eu alimentava. De certa forma, meus desejos e vontades davam força a este ser. Era como se eu vivesse em cima de uma ilusão percussora deste alimento. Eu alimentava esta ilusão, este demônio foi criado por mim. Agora estou aqui cheia de mal uso. Como um produto velho e usado. Repassado de mão para mão. Passado de pau para pau. Vestida de meretriz como eles gostariam e transbordando limites, cascos e feridas. Tratada como um produto vencido. Jogada a nada como se fosse desprezível o que sou além deste corpo. Mas eu entendi o meu valor e o vício de desejos saciados... me levou de novo de frente comigo mesma. De fato o que eu quero? Por que quero? Será que eu realmente preciso disso? Para ocupar um vazio que eu mesma me alimentei? O vazio e a completude infinita de não pertencer a nada. Da magnitude de não ser permanente em absolutamente nada. O que dói é o uso do meu corpo como um monumento raro mas quebrado. O que se faz com isso? Ignorada, dispensada e em cacos. De...